Como será a saúde no futuro?

Muito mais que tratamentos médicos, andaremos em direção a singularidade! Vivemos um momento ímpar na história da humanidade. Nunca tantas mudanças ocorreram em tão pouco tempo. Há menos de 40 anos era impensável imaginar que teríamos tantos novos artifícios e instrumentos diagnósticos e terapêuticos, como os que temos hoje.

Mas a realidade que já se faz presente está nos levando a um salto exponencial, mesmo para o que parecia avançado.

O número de dados gerado hoje por um único ser humano daria para encher de informações blocos que empilhados chegariam ao espaço. Essas pilhas de dados, na verdade, são subutilizadas pelos profissionais de saúde e pacientes. Ora porque não há acesso aos mesmos, ora porque é humanamente impossível analisar dados de somente um dia, de coisas mensuráveis como temperatura, pressão, frequência cardíaca e por aí vai. E é aí que a 4ª revolução industrial chega, para beneficiar os médicos, profissionais de saúde e pacientes, a ter o que de melhor há para sua saúde, através da análise de tais dados. O que parecia impossível, passa ser acessível e simplificado.

De maneira geral, como em todas as outras áreas do saber humano, também na medicina e saúde, caminhamos para combinação de conhecimentos. Essa combinação, onde matemáticos, hackers, psicólogos e até filósofos, juntam-se a biólogos e médicos para trazer inovação, está levando a humanidade para uma disrupção de inovações, caminhando para a chamada singularidade, expressão da astrofísica onde teoricamente tempo e espaço se fundem exponencialmente e de maneira infinitesimal, num intervalo muito curto.

Os mais céticos insistem em não enxergar e não conseguem perceber que o futuro já chegou. Na verdade não enxergam justamente por estarmos antes do cotovelo dessa curva exponencial evolucional, que nos dá a sensação de que pouca coisa mudou.

As ações em saúde, como as conhecemos, são basicamente divididas em três tipos. A reativa, que é quando temos um agravo qualquer, como uma dor, daí procuramos um profissional. A preventiva, onde classicamente se seguem programas populacionais anti-obesidade, de hipertensão, diabete, anti-tabágico, entre outros.  A preditiva, que é pra onde estamos evoluindo. Nesta última, temos as atitudes em saúde tomadas de maneira personalíssima. Nela, analisa-se de maneira antecipada um volume enorme de dados, mapeia-se seu DNA e consegue-se advertir de coisas como se você pode beber café, ou não, por não processar a cafeína e outras metil-xantinas, e até detecta sua herança para doenças como o câncer e Alzheimer. Uma parte dos profissionais chama essa atividade em saúde, que é muito mais que medicina, de Biohacking.

Nessa coluna passaremos a tratar então, das situações que estão conduzindo as atividades na área de saúde pelas trilhas da quarta revolução industrial.

Falaremos de empresas inovadoras na área de saúde e biotech, como a Verily e a Calico (alphabet/Google), One Skin, IBM e até Startups nacionais como a Cuco e a HygiaBank.

Gamificação, Big Data, Inteligência artificial, point of care, gadgets de saúde, CRISPr (edição genética), computação quântica, cirurgia robótica, indústria aditiva (impressão 3D de órgãos), Nutrigenômica e Microbiota, Startups de saúde e muito mais, passarão a ser pauta em nossa coluna quinzenal.

Você está preparado para o futuro? Pois ele já começou e estaremos juntos nessa aventura!

Alexandre Parmahttps://infohealth.com.br
Médico radiologista e entusiasta de tecnologia. Fundador da hygia bank

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