Empresa imprime em 3D um mini coração humano

0
1174
Foto: BIOLIFE4D

Não é mais ficção científica: imprimir em 3D um coração humano virou realidade.

Em Chicago, uma empresa chamada BIOLIFE4D, pioneira em biotecnologia, tornou-se a primeira em anunciar com sucesso a capacidade de imprimir em 3D um mini coração humano, passo significativo em direção ao seu objetivo principal: produzir um coração humano de tamanho normal viável para transplante.

O marco científico foi alcançado nas instalações de pesquisa da empresa JLABS, em Houston, liderado pelo diretor de ciências, Dr, Ravi Birla. O mini órgão tem a mesma estrutura que um coração de tamanho normal, com quatro câmaras internas. De acordo com a declaração da empresa, o mini coração foi impresso a partir de uma combinação com células musculares cardíacas derivadas do paciente, chamados cardiomiócitos, e bioink feito de compostos da matriz extracelular que replicam as propriedades do coração dos mamíferos.

A demonstração bem-sucedida é a mais recente de uma série dos feitos da BIOLIFE4D. No início deste ano (2019), a empresa também desenvolveu componentes cardíacos individuais, entre eles válvulas, ventrículos e vasos sanguíneos. O processo envolveu a reprogramação dos glóbulos brancos de um paciente em células-tronco pluripotentes induzidas (células iPS), que podem se diferenciar em diferentes tipos de células, incluindo as cardíacas.

Assista como o processo de bioimpressão da BIOLIFE4D começa com as células de um paciente e termina com um coração humano funcional pronto para transplante:

O processo BIOLIFE4D – passo a passo

1) Uma ressonância magnética é realizada e uma amostra de sangue coletada do paciente.

2) Como todas as células do corpo humano têm o mesmo número de genes e o mesmo DNA, todas as células têm o potencial de serem convertidas em essencialmente qualquer outra célula. Na segunda etapa do processo, as células sanguíneas da amostra ssão convertidas em células-tronco pluripotentes induzidas por adultos (iPS) não especializadas – células que podem ser transformadas em células especializadas de qualquer escolha.

3) Por meio de um processo chamado diferenciação, as células iPS são convertidas em quase qualquer tipo de célula especializada no corpo humano, neste caso cardiomiócitos (células cardíacas).

4) Essas células são então combinadas com nutrientes e outros fatores necessários em um ambiente líquido (hidrogel) para mantê-las vivas e viáveis ​​durante todo o processo. Essa bio-tinta (bioink) das células vivas seria sustentada nesse ambiente 3D aquoso.

5) A bio-tinta é então carregada em uma bioprinter, uma impressora 3D altamente especializada projetada para proteger as células vivas viáveis ​​durante o processo de impressão.

6) Um coração de tamanho adequado é impresso uma camada de cada vez, guiado por um software de computador, seguindo as dimensões específicas obtidas na RM. Como as células cardíacas não seriam fundidas nesse ponto, um andaime biocompatível e biodegradável é incluído em cada camada para apoiar as células e mantê-las no lugar.

7) Quando o processo estiver completo, o coração será transferido para um biorreator que imitará as condições ricas em nutrientes e oxigênio no corpo humano.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here