A importância da conscientização sobre a dermatite atópica

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Nesta segunda-feira (23), comemora-se o Dia da Conscientização da Dermatite Atópica (DA), que atinge cerca de 20% das crianças e 3% dos adultos. A data foi estabelecida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), em 2017. Dois anos depois, ainda é importante ter conhecimento o bastante acerca das causas e dos sintomas dessa doença.

Segundo a ASBAI, a é uma doença genética e considerada crônica. A DA se caracteriza por um processo inflamatório da pele com períodos alternados de melhora e piora. Não é contagiosa e é comum preceder a asma e a rinite. No entanto, existem alguns fatores que podem desencadear a dermatite, como alimentos, aeroalérgenos (ácaros, fungos), perfumes e suor. É mais comum na infância e, segundo a ASBAI, 60% dos casos ocorrem no primeiro ano de vida, com melhora gradual até o final da infância.

Assim como, os aspectos emocionais desempenham um importante papel, tanto para desencadear como agravar a DA.

O tratamento baseia-se na hidratação da pele. No comércio existem vários cremes para hidratar a pele do paciente com DA, sendo recomendados sem fragrância. Além da hidratação da pele, são recomendados os corticóides tópicos e os inibidores tópicos de calcineurina (atualmente, no Brasil, só está disponível o Tacrolimus na forma de pomada). Em casos mais graves podem ser utilizados os imunossupressores como ciclosporina e metotrexato. Os antibióticos são necessários muitas vezes, quando as lesões de mostrarem infectadas.

Mais recentemente um novo grupo de medicamentos, os Imunobiológicos, também chamados anticorpos monoclonais, têm sido estudados. Recentemente, a Anvisa aprovou o medicamento Dupixent (dupilumabe), um tratamento inédito no país como produto biológico novo. O novo medicamento é indicado para o tratamento de pacientes adultos com dermatite atópica moderada a grave, quando a doença não é controlada adequadamente com as terapias tópicas ou quando essas terapias não são aconselháveis

Dicas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia para o tratamento:

  • Manter a hidratação da pele contínua mesmo que esteja bem, no período fora de crise.
  • Não tomar remédios por conta própria e não passar produtos na pele, sem orientação médica.
  • Usar roupas leves. Evitar roupas apertadas e de cor escura no verão. Preferir tecidos de algodão e malhas. Evitar tecidos sintéticos, lycra ou jeans.
  • Banhos de sol devem ser, de preferência, nas primeiras horas da manhã ou ao entardecer. Ao sair da piscina ou praia, tirar a roupa molhada e tomar um banho rápido, com aplicação de creme hidratante em seguida. Usar protetor solar sempre que se expuser ao sol.

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