Novo exame poderá evitar biópsias desnecessárias para câncer de próstata

Um novo exame de sangue poderá auxiliar pacientes com suspeita de câncer de próstata a evitar biópsias desnecessárias e invasivas. A combinação entre o novo teste desenvolvido junto com os resultados do antígeno prostático específico (PSA) – exame de sangue que que avalia a quantidade da proteína que a próstata produz – pode fornecer um diagnóstico de câncer de próstata com mais de 90% de precisão. O resultado deu-se a partir de um estudo divulgado pelo Journal Of Urology.

O câncer de próstata é o tumor que afeta a próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis. Este câncer é o mais frequente entre os homens. Segundo o Ministério da Saúde, as estimativas apontam 68.220 novos casos em 2018, o que corresponde a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens, além de ser a segunda causa de morte por câncer em homens no Brasil, com mais de 14 mil óbitos.

No estudo, os pesquisadores realizaram o novo exame em 98 homens que ainda não haviam feito uma biópsia e outros 155 que haviam acabado de receber um diagnóstico positivo da doença, mas ainda não haviam sido submetidos a tratamento. A partir disso, observou-se que a presença de células tumorais circulantes nas amostras de sangue pré-biópsia era preditiva de câncer de próstata agressivo detectado pelas biópsias subsequentes.

Todos os pacientes participantes estavam no Hostpital Sr. Bartholomew’s, em Londres, Reino Unido.

Além disso, a partir do nível de células tumorais circulantes, os pesquisadores puderam avaliar a agressividade do câncer. Assim, com a combinação do teste junto com o exame PSA, o teste de células tumorais circulantes foi capaz de prever com precisão de 90% que homens receberiam um diagnóstico agressivo de câncer de próstata a partir dos resultados das biópsias.

O objetivo do estudo, segundo o autor Dr. Young-Jie Lu, professor de oncologia molecular no Instituto Barts Cancer da Universidade Queen Mary, era desenvolver abordagens diagnósticas não-invasivas ou mínimas mais precisas para evitar biópsia e diagnóstico excessivo desnecessários da próstata.

Método de diagnóstico atual

O diagnóstico, a partir do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata pode ser identificado com a combinação de dois exames: a dosagem de PSA e o toque retal. No entanto, nenhum dos exames têm 100% de precisão. Por isso, estudos e pesquisas se tornam importantes no avanço para a confirmação do diagnóstico e o tratamento precoce.

É importante destacar que as informações divulgadas no Infohealth têm por objetivo fornecer informações e dados úteis sobre o câncer de próstata e a saúde. No entanto, não substituem, em hipótese alguma, a consulta médica. Em caso de suspeita, consulta um médico especialista.

Isadora Osório Silveira
Jornalista pela ESPM-Poa. Entusiasta por desafios, evolução e networking. Atualmente, em especialização na área da saúde e bem-estar.

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