Inteligência Artificial para recuperação de movimentos de pacientes com paraplegia

A inteligência artificial (IA) faz parte de um novo período de criatividade, inovação e pesquisa.  Por definição, a IA é um ramo da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos que simulem a capacidade de aprendizagem humana para as máquinas. E na área da saúde, isso gera muito valor.

A Intel, em conjunto com a Brown University e colaboração com médicos do Rhode Island Hospital, anunciaram um projeto de Intelligent Spine Interface, patrocinado pelo DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency). A iniciativa utiliza a Inteligência Artificial para que vítimas de lesão modular grave possam recuperar seus movimentos e o controle da bexiga.

A interface experimental da coluna vertebral será projetada para preencher a lacuna no circuito neural criado por uma lesão na coluna vertebral, dizem os pesquisadores. O dispositivo pode potencialmente ajudar a restaurar o controle volitivo dos músculos dos membros, bem como as sensações perdidas devido a lesões. 

O vice-presidente corporativo e diretor geral do Grupo de Produtos de Inteligência Artificial da Intel, Naveen Rao, no site da empresa, explica a motivação do projeto.

“Durante minha época de doutorando na Brown University, fiz um estudo para desenvolver uma aplicação que possibilitasse a interface do cérebro com máquinas. Aqui na Intel, estamos combinando nosso conhecimento em IA com as pesquisas de ponta em medicina desenvolvidas na Brown University para resolver um grande problema médico: como reconectar o cérebro e a medula depois de uma lesão medular grave”.

Como funciona?

Durante um programa de dois anos, pesquisadores irão registrar sinais motores e sensoriais da medula espinhal e usar redes neurais artificiais para aprender a estimular o local pós-lesão e comunicar comandos motores. Em seguida, cirurgiões implantarão conjuntos de eletrodos nas duas extremidades do local da lesão do paciente, criando um desvio inteligente para permitir que os nervos lesionados se comuniquem em tempo real. Os pesquisadores irão usar os softwares de código aberto Intel AI como ngraph e o acelerador Intel AI, a fim de atender aos requisitos da aplicação em tempo real.

Porque é importante?

O corpo humano não é capaz de regenerar fibras nervosas com lesões severas. No caso da lesões graves na medula, os comandos cerebrais não chegam mais aos músculos e isso pode levar à paralisia.

No Brasil, o coeficiente de incidência de lesão medular traumática ainda é desconhecido, pois não existem dados precisos sobre sua incidência e prevalência, uma vez que os casos não são notificados. Ainda assim, segundo o Ministério da Saúde, a incidência de TRM no país é de 40 casos novos/ano/milhão de habitantes, ou seja, cerca de 6 a 8 mil casos novos por ano, sendo que destes 80% das vítimas são homens e 60% se encontram entre os 10 e 30 anos de idade.

Isadora Osório
Jornalista pela ESPM-Poa. Entusiasta pelas boas energias da vida e seus aprendizados. Em constante busca por desafios, evolução e networking. Atualmente, em especialização na área da saúde e bem-estar

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