Jogadores profissionais de futebol têm alto risco de morte por Alzheimer, ELA e Parkinson

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Jogadores profissionais de futebol têm um aumento considerável no risco de morte por doenças neurodegenerativas, incluindo doença de Alzheimer (DA), esclerose lateral amiotrófica (ELA) e doença de Parkinson (DP).

Um estudo de coorte retrospectivo comparou a mortalidade por doença neurodegenerativa entre 7.676 ex-jogadores profissionais de futebol com 23.028 controles da população em geral que correspondiam aos jogadores com base em sexo, idade, grau de privação social. Os resultados mostraram que, em geral, eles tinham um risco três vezes maior de morte por doença neurodegenerativa em comparação com um grupo de pessoas saudáveis.

Um estudo de coorte retrospectivo é um estudo observacional no qual os indivíduos são classificados (ou selecionados) segundo o status de exposição, sendo seguidos para avaliar a incidência da doença em determinado período de tempo.

As causas da morte foram determinadas a partir de atestados de óbito. Também foram comparados dados sobre medicamentos dispensados para o tratamento de demência nas duas coortes. As informações de prescrição foram obtidas no Sistema Nacional de Informações sobre Prescrição.

Os resultados mostram que os ex-jogadores tiveram um risco cinco vezes maior de morte por Alzheimer, um risco quatro vezes maior de morrer de esclerose lateral amiotrófica e um risco duas vezes maior de mortalidade por Parkinson.

Por outro lado, os dados relatam que os jogadores de futebol tiveram um risco significativamente menor de morrer de doenças não neurológicas, incluindo doenças cardíacas e câncer de pulmão.

“Esta é a primeira e robusta evidência de um aumento considerável na mortalidade por doenças neurodegenerativas nos esportes de contato”, disse ao Medscape Medical News , o pesquisador do Instituto de Neurociência e Psicologia da Universidade de Glasgow, na Escócia, Dr. Willie Stewart.

Ele acrescentou que, embora fatores de risco específicos não possam ser identificados no estudo, há evidências suficientes deste estudo e de pesquisas anteriores para apoiar a exposição a lesões cerebrais traumáticas leves repetitivas (TCE) e traumatismo craniano “como o fator de risco candidato número um”.

O estudo foi no New England Journal of Medicine.

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