Câncer de pele: como é e quais são os principais cuidados?

Com menos de duas semanas para o verão, que inicia no dia 22 de dezembro, os cuidados com o sol forte, mormaço e o calor são imprescindíveis. A cada ano, cerca de 180 mil novos casos de câncer de pele são registrados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA).

O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e no mundo. É mais comum em pessoas com mais de 40 anos e é considerado raro em crianças e pessoas negras. A doença é causada principalmente pela exposição excessiva ao sol.


Tipos de câncer de pele

O câncer de pele pode ser classificado de duas maneiras: o melanoma e o não melanoma.

Câncer de pele não melanoma

O tipo mais frequente no Brasil, mas o de menor mortalidade. O câncer de pele não melanoma tem alta chance de cura, caso seja diagnosticado e tratado precocemente. De acordo com dados do INCA, em 2018, houve cerca de 2 mil mortes decorrentes deste tipo.

O câncer de pele não melanoma apresenta diferentes tumores. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular e o epidermoide.

Carcinoma basocelular: o mais comum e também o menos agressivo, se caracteriza por uma lesão (ferida ou nódulo), e apresenta evolução lenta.

Foto: Paulo Muller, médico dermatologista.

Carcinoma epidermoide: também surge por meio de uma ferida ou sobre uma cicatriz, principalmente aquelas decorrentes de queimadura. A maior gravidade do carcinoma epidermoide se deve à possibilidade de apresentar metástase.

Foto: Paulo Muller, médico dermatologista.


Câncer de pele melanoma

O câncer de pele mais raro, mas o mais agressivo. Ele pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Em pessoas de pele negra, ele é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés. Este câncer tem alta possibilidade de provocar metástase, ou seja, disseminar para outros órgãos.

“O tipo melanoma tem uma capacidade de metástase, se disseminar para outras áreas do organismo muito grande, então é um tumor muito importante de ser diagnosticado de maneira precoce. A gente sabe que, apesar dessa agressividade, quando ele é tratado nas fases iniciais, as taxas de cura são muito altas. Então é por isso que toda a população deve conhecer o melanoma e os sinais”, explica o médico dermatologista Paulo Müller, em vídeo.

A estimativa do Instituto Nacional do Câncer é de 1,8 mil mortes por câncer de pele melanoma no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, houve uma melhora significativa na sobrevida dos pacientes com este tipo de câncer de pele, principalmente pelo diagnóstico precoce e tratamento adequado.


Principais cuidados e fatores de risco

É importante lembrar que qualquer pessoa pode desenvolver o câncer de pele, no entanto, aquelas com pele muito clara, albinas, com vitiligo, são mais sensíveis ao sol e por isso devem tomar mais cuidado.

O câncer é mais comum em pessoas na faixa etária a partir de 40 anos. Apesar da média da idade mais comum, o número vem diminuindo com o passar dos anos, visto que as pessoas têm se exposto cada vez mais aos raio solares.

Ainda que seja considerado raro em crianças e pessoas negras, é recomendado atenção para qualquer mancha estranha ou outros sintomas.

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais fatores de risco para o câncer de pele não melanoma são:

  • pessoas de pele clara, olhos claros, albinos ou sensíveis à exposição no sol;
  • pessoas com histórico familiar da doença;
  • pessoas com doenças cutâneas (doenças de pele);
  • pessoas que trabalham sob exposição direta ao sol;
  • exposição prolongada e repetida ao sol;
  • exposição a câmeras de bronzeamento artificial

“A radiação ultravioleta penetra a pele e pode levar a alterações, danos ao DNA, tornando aquelas células cancerígenas. Essa exposição solar pode causar esse dano tanto por um efeito cumulativo, ou seja, exposição crônica ao sol ao longo de muitos anos, tanto com uma exposição intermitente, ou seja, agudas, queimaduras solares, principalmente na infância”, explica a médica dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Jade Cury Martins, em entrevista para o portal Dráuzio Varella.


Como identificar o câncer de pele?

Para identificar sinais ou sintomas que possam indicar o desenvolvimento de câncer de pele é muito importante que seja sempre realizado o autoexame. Caso seja observado algo incomum e suspeito, é preciso consultar um médico.

Para facilitar a compreensão, existe um método, chamado ABCDE, que ajuda as pessoas saberem os principais características de um princípio de câncer que devem ser cuidadas. As características são:

Assimetria das lesões;
Bordas irregulares;
Cor mais escura e uma variabilidade maior de cores (negro, azul, marrom); Dimensão maior que 6 mm são suspeitas;
Evolução rápida do tamanho.


Lembrando que para qualquer dúvida ou suspeita, é importante consultar um médico.

O diagnóstico do câncer de pele é realizado por um médico dermatologista ou oncologista, que faz uma análise específica e detalhada do sinal, pinta ou mancha usando uma lupa especial.


Pesquisa identifica câncer de pele com câmeras de celular

Para facilitar o diagnóstico da doença, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desenvolveram um sistema para identificar o câncer a partir de imagens capturadas por câmeras comuns, como as de smartphones.

O método utiliza câmera comum e envia a fotografia para um sistema que avalia a lesão a partir de base de dados. Assim, com uma série de imagens, é possível identificar lesão benigna ou maligna.

A pesquisa, liderada pelo professor do Instituto da Informática da Universidade, Jacob Scharcanski, ainda não é desenvolvido em escala comercial.

Isadora Osório
Jornalista pela ESPM-Poa. Entusiasta pelas boas energias da vida e seus aprendizados. Em constante busca por desafios, evolução e networking. Atualmente, em especialização na área da saúde e bem-estar

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