INCA alerta sobre o uso de dispositivos eletrônicos para fumar

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O Instituto Nacional do Câncer (INCA) divulgou um alerta sobre os riscos dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF’s) — também conhecidos como cigarros eletrônicos.

Nos Estados Unidos, essa preocupação surgiu após o registro de inúmeros casos de lesões pulmonares supostamente relacionadas ao “vaping” — expressão para o ato de inalar o vapor que sai dos vapes ou vaporizadores. Esta lesão recebeu o nome de EVALI (sigla em inglês) e, de acordo com novos dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), já causou 48 mortes em 25 estados americanos e o Distrito de Columbia, confirmadas até a data 3 de dezembro. Até esta data, cerca de 2.291 casos EVALI hospitalizados também foram relatados ao CDC.

Os dispositivos eletrônicos funcionam de diferentes maneiras e têm tipos variados. Eles contêm diversas substâncias tóxicas, além de aditivos com sabores e nicotina, que causa dependência. Os cigarros eletrônicos funcionam usando uma bateria para aquecer uma solução líquida — composta, principalmente, de nicotina, propilenoglicol ou glicerol e aditivos com sabores — produzindo um aerossol que é inalado pelo usuário. Podem ter vários modelos que se parecem com cigarros, canetas, pen drives e marcadores de texto. Há ainda os vaporizadores de ervas secas, que são dispositivos com baterias que aquecem o tabaco picado ou outras ervas, também produzindo um aerossol.

Os profissionais de saúde americanos, após pesquisa e observação, revelaram possível relação do acetato de vitamina E com as doenças e mortes. O produto, que é um óleo para diluir maconha, foi encontrado nas amostras, além do THC, que também foi encontrado. Segundo o CDC, a maioria dos pacientes relatam um histórico de uso de produtos de cigarro eletrônico contendo THC.


EUA enfrenta surto de lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico


Conheça alguns tipos dos dispositivos:

  • Cigarros eletrônicos: funcionam com bateria para aquecer a solução líquida, que contém diferentes concentrações de nicotina, ou sem nicotina, e produzem um aerossol que o usuário inala. Outras substâncias também são utilizadas como o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol.
  • Cigarros aquecidos (também chamados de HEET ou HeatStick): funcionam com bateria para aquecer um pequeno cigarro, que produz um aerossol contendo nicotina e outros produtos químicos. Cada HEET apresenta aproximadamente a mesma quantidade de nicotina que um cigarro comum.
  • Vaporizadores de ervas secas: funcionam com bateria e aquecem o tabaco picado ou outras ervas, assim como o cachimbo, produzindo um aerossol.
  • Produtos híbridos: possuem características de cigarros eletrônicos e vaporizadores de ervas secas. Possuem dois reservatórios: um armazena ervas picadas e o outro, os líquidos.

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) confirmou três casos de EVALI (E-cigarette, or Vaping, product use–Associated Lung Injury) no Brasil, nas ultimas semanas. De acordo com o alerta divulgado, todos os pacientes usaram o cigarro eletrônico com THC (tetrahidrocanabinol).

Segundo a Anvisa, estudos científicos mostraram que a chance de um jovem começar a fumar cigarros convencionais quadruplica com o uso de DEFs.

Sintomas de EVALI

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), os principais sintomas são:

  • tosse;
  • dor torácica;
  • dispneia
  • dor abdominal;
  • náuseas, vômitos e diarreia

Os sintomas são causados por infecção pulmonar.

No Brasil, a venda, importação e propaganda de cigarros eletrônicos são proibidas desde 2009 — RDC nº 46, de 28 de agosto de 2009. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alegou que faltavam evidências sobre a segurança dos vaporizadores. Apesar da proibição, as pessoas conseguem adquirir por sites e redes sociais e em comércios populares. Desde 2017, o órgão já determinou a retirada de 727 anúncios online. Além disso, monitora a ocorrência de casos suspeitos de infecção respiratória grave em 252 unidades de saúde.

Para quem busca alternativas para parar de fumar, no Brasil, é disponibilizado um tratamento gratuito para o tabagismo no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Campanha do Instituto Nacional do Câncer.

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