Cientistas desenvolvem exame de sangue que prevê risco de morte dentro de 5 a 10 anos

O que você faria se pudesse prever a morte? essa pergunta tem sido feita há muitos anos por diversas pessoas, inclusive as que trabalham na área da saúde. Será possível que nos exames de sangue de rotina exista alguma pista?

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Max Planck, no setor Biologia do Envelhecimento, anunciou um método de exame de sangue capaz de prever as chances de morte de uma pessoa nos próximos 5 a 10 anos. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.

A novidade, segundo os pesquisadores, é a capacidade de determinar a vulnerabilidade à doença usando um conjunto definido de substâncias no sangue. Além disso, a partir dos resultados, será possível incentivar as pessoas a adotarem hábitos e práticas saudáveis.

Os pesquisadores analisaram o perfil de biomarcadores metabólicos — que são indicativos da vida útil restante de uma pessoa — de 44.158 indivíduos, com idades entre 8 e 109 anos, e identificaram 14 biomarcadores no sangue que podem estar associados à mortalidade por todas as causas. O conjunto inclui, por exemplo, vários aminoácidos — os blocos de construção de proteínas — e níveis de colesterol ‘bom’ e ‘ruim’, equilíbrio de ácidos graxos e inflamação.

O que são biomarcadores? por definição, são indicadores de uma condição particular no corpo. Eles podem mudar em quantidade, aparecer ou desaparecer a partir de uma mudança no estado do corpo.

Em conjunto, esses biomarcadores melhoram a previsão de risco de mortalidade em 5 e 10 anos em comparação com os fatores de risco convencionais em todas as idades. 


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Atualmente, a previsão de expectativa de vida é feita com base em fatores como pressão arterial e níveis de colesterol.

Os participantes foram acompanhados por período entre 2 e 16 anos. Primeiro, os cientistas mapearam o risco de morte dos voluntários com base em “fatores convencionais”, ou seja: índice de massa corporal (IMC), pressão arterial, colesterol, consumo de álcool e tabagismo, bem como qualquer diagnóstico de câncer ou doença cardíaca.

Em seguida, a equipe médica pontuou o risco de mortalidade dos participantes de acordo com os biomarcadores desenvolvidos no novo exame de sangue. O teste conseguiu acertar em 83% dos casos de voluntários que faleceram durante a pesquisa (5.512 pessoas).

O exame ainda não está disponível para uso, no entanto os pesquisadores acreditam que o método pode ser potencialmente positivo na pática clínica, como para orientar estratégias de tratamento, por exemplo, ao decidir se uma pessoa idosa é muito frágil para uma operação invasiva.


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Isadora Osório Silveira
Jornalista pela ESPM-Poa. Entusiasta por desafios, evolução e networking. Atualmente, em especialização na área da saúde e bem-estar.

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