Crise de asma na gravidez pode aumentar o risco de complicações

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As pessoas que convivem com a asma sabem do verdeiro significado do que é passar sufoco. O sofrimento envolve falta de ar, tosse, chiado no peito e outros sintomas recorrentes a cada crise. Asma é a doença respiratória crônica mais comum, afeta pessoas de todas as idades e sexo, mas na gravidez pode ser ainda mais perigosa.

A crise de asma durante a gestação pode aumentar o risco de complicações, tanto para a mãe como para o bebê, segundo estudo publicado no periódico European Respiratory Journal. A pesquisa acompanhou mais de 100 mil gestações e descobriu que os filhos de mulheres que tiveram crises durante a gravidez tinham mais risco de asma e outros problemas respiratórios nos primeiros cinco anos de vida.

Para a mãe, a doença mal controlada pode causar o aumento da pressão arterial, conhecida como pré-eclâmpsia, maior número de letalidade materna e perinatal, prematuridade e retardo no crescimento fetal. Para o bebê, a asma pode representar falta de oxigênio, baixo peso ou até um quadro de aborto. O sistema imunológico da mulher grávida é mais fraco, o que a torna mais propensa a diversas infecções, entre elas as respiratórias. Por isso, todo cuidado é pouco.


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No estudo, os pesquisadores definiram crise de asma como cinco ou mais consultas médicas, uma entrada no pronto-socorro ou uma internação hospitalar por asma durante a gestação. Eles ajustaram os resultados por idade da mãe, número de partos anteriores, tabagismo durante a gestação, habitação em região rural, condição socioeconômica, sexo do bebê e comorbidades.

Os resultados mostraram que, em comparação com as mulheres asmáticas que não sofreram crises, as que tiveram mostraram um risco de pré-eclâmpsia 30% maior e o risco de hipertensão induzida pela gestação 17% maior. Além disso, as mães que tiveram crises de asma tiveram um risco maior de 14% de o nenê nascer com baixo peso, 14% de nascimento prematuro e 21% maior a probabilidade de malformação congênita.

“Este é o maior estudo analisando os riscos associados a sintomas graves de asma na gestação, e também é o primeiro a mostrar os impactos em longo prazo nas crianças até os cinco anos de idade. Nossos resultados reforçam as conclusões de estudos menores, de que a asma não controlada pode ser ruim para as mães e seus bebês”, explicou a autora principal do estudo, Dra. Teresa To, do Hospital for Sick Children, em comunicado à imprensa.

Esta doença, durante a gravidez, não é previsível, ou seja, pode ocorrer melhora, piora ou estabilização do quadro. O tratamento da asma para gestantes é similar ao tratamento habitual, que tem como objetivo principal controlar sintomas evitando hipóxia fetal.

É importante que a mãe seja orientada sobre sintomas, como evitar fatores desencadeantes, tratamento da crise e de manutenção para manter a função pulmonar normal ou próxima do normal. 

asma não tem cura, mas com o tratamento adequado os sintomas podem melhorar e até mesmo desaparecer ao longo do tempo. Por isso é fundamental fazer acompanhamento médico correto e constante.

Quais são os sintomas?

A asma tem sintomas bem característicos, mas segundo o Ministério da Saúde, alguns deles podem ser confundidos com os de outras doenças. Para um diagnóstico correto, o ideal é procurar um profissional de saúde.

Os principais sintomas são:

  • Tosse seca.
  • Chiado no peito.
  • Dificuldade para respirar.
  • Respiração rápida e curta.
  • Desconforto torácico.
  • Ansiedade.

Além de tomar os medicamentos da maneira correta, a gestante asmática deve tomar outros cuidados. Entre eles estão se manter longe do cigarro e de pessoas que fumam; não ter contato com poeira, mofo e animais de estimação, como gatos e cachorros, dentro de casa; e evitar mudanças bruscas de temperatura. 

Se a asma estiver bem controlada durante a gravidez o risco de complicações é praticamente inexistente. Qualquer sintoma, procure um profissional.

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