Câncer nos olhos: a importância da visita ao oftalmologista

O verão chegou há pouco tempo e as temperaturas elevadas já preocupam muitas pessoas, com razão. Os danos causados pelos raios ultravioletas do sol vão além de fortes queimaduras, desidratação e sufoco. Além do perigo do câncer de pele, uma doença que ganha pouca atenção é o melanoma ocular – câncer nos olhos.

Este tipo de câncer atinge células produtoras de melanina, pigmento responsável pela coloração da pele e dos olhos – é o câncer de olho mais comum em pessoas adultas, mas, geralmente, não apresenta sintomas e pode evoluir com gravidade, causando metástase, ou seja, espalhando-se para outros órgãos do corpo.

Se não tratado, pode ocasionar cegueira. As chances de sucesso no tratamento aumentam quando o tumor maligno é descoberto ainda no estágio inicial da doença. Por isso, visitas frequentes ao oftalmologista, além da realização de exames de rotina, podem ajudar a prevenir a doença.

“Os pacientes podem não apresentar nenhum sinal de que algo esteja errado, e o tumor ser percebido durante o exame de rotina com o oftalmologista. Em outros casos, o melanoma pode causar alterações ou dificuldades visuais que fazem o paciente procurar uma ajuda médica que acaba resultando na descoberta da doença”, destaca a oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO), Sheila Ferreira, em entrevista à Agência Brasil.


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Na infância, o tipo de câncer que pode atingir a saúde ocular é o retinoblastoma, que é o câncer intraocular mais comum, afetando um em cada 20 mil nascidos vivos, com maior incidência nas crianças com menos de 5 anos.

Segundo a médica, a causa do melanoma ocular é desconhecida, mas alguns fatores de risco para o desenvolvimento da doença já foram identificados.

Fatores de risco

  • O risco de melanoma ocular é maior em homens;
     
  • Pessoas com olhos, cabelo e pele claros são mais propensas a desenvolver a doença.
     
  • Melanomas oculares podem ocorrer em qualquer idade, mas o risco aumenta à medida que as pessoas envelhecem.
     
  • As pessoas que têm a síndrome do nevo displásico, ou seja, verrugas ou pintas irregulares na pele, têm maior risco.

De acordo com a especialista Sheila Ferreira, fatores ambientais parecem não ter relação com o melanoma ocular e sua associação com exposição solar é incerta. A radiação ultravioleta, no entanto, parece predispor a outro tipo de câncer, o melanoma de conjuntiva (membrana transparente que recobre a parte branca do olho) e palpebral.

“Por isso, o uso de óculos escuros pode contribuir para a prevenção da doença nessas regiões do olho. Usar chapéus de aba larga e bonés também pode resguardar os olhos dos raios ultravioletas”, ressalta.

É importante destacar também que a doença não se desenvolve apenas em quem apresenta fatores de risco. Para um diagnóstico correto e seguro, é fundamental visitas frequentes a um oftalmologista ou outro profissional de saúde.


Lembre-se de cuidar do seu corpo e sua saúde, mesmo que esteja aproveitando as férias 🙂


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Isadora Osório Silveira
Jornalista pela ESPM-Poa. Entusiasta por desafios, evolução e networking. Atualmente, em especialização na área da saúde e bem-estar.

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