Picada de insetos requer mais cuidado no verão

Com as temperaturas mais quentes após a chegada do verão, as pessoas começam a deixar a pele mais exposta e, consequentemente, as picadas de insetos se tornam mais frequentes. Neste período aumenta também o número de indivíduos, principalmente crianças, que apresentam reações alérgicas às picadas.

A estação favorece a multiplicação de insetos e, por isso, deve-se tomar muito cuidado com reações locais, que apresentem coceira e o possível inchaço na região. De modo geral, as lesões por pernilongos e borrachudos são inofensivas e mostram aspectos característicos: vermelhidão, coceira, inchaço e irritação da pele.

No entanto, há um outro grupo de insetos que pode desencadear reações alérgicas mais graves, como a anafilaxia, por exemplo. É o caso de formigas, vespas e abelhas.

A anafilaxia é uma reação alérgica grave que se desenvolve rapidamente e acontece quando a pessoa é exposta a algum alérgeno, no qual seu sistema imunológico desenvolveu sensibilidade.

“A anafilaxia pode acometer pele, provocando urticas, que são lesões altas, elevadas, que coçam bastante. Podem ser acompanhadas de inchaços deformantes de pálpebras, lábios e orelhas. Pode ocorrer sintomas respiratórios, provocando falta de ar, tosse e chiado no peito. Sintomas gastrointestinais, como diarreia, náuseas, vômitos e cólicas abdominais, além dos sintomas cardiovasculares, com queda de pressão, tonturas e a parada cardiorrespiratória. Nem todas as anafilaxias vão resultar em paradas cardiorrespiratórias, que é o choque anafilático”, explica a médica Alexandra Sayuri Watanabe, membro do Departamento Científico de Anafilaxia da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Para pessoas com reações mais graves, há o tratamento de imunoterapia veneno específica, muito eficaz nas anafilaxias provocadas pelas picadas de abelhas, formigas e vespas. “A imunoterapia específica diminui a chance de uma nova reação sistêmica quando a pessoa é exposta novamente, ou seja, após outra picada ou ferroada. Esse tratamento só pode ser indicado por médico especialista, após uma avaliação clínica minuciosa, exames laboratoriais e com a realização de testes cutâneos”, explica a Dra. Alexandra.

Para o Ministério da Saúde, a proteção contra os mosquitos – principalmente no verão – deve ser feita da maneira mais confiável possível: com o uso de repelentes de uso tópico ou no ambiente, roupas que cobrem a pele e, principalmente, atenção contra os focos de mosquitos. 


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Picada de insetos nas crianças

É comum que as crianças sejam alvo de insetos, já que ficam mais expostos ao brincarem ou em alguma outra atividade. Por isso, todo cuidado é pouco.

No momento da picada, o inseto injeta sua saliva na pele da criança. Se é alérgica, o local poderá ficar avermelhado e coçando muito. O efeito dura de sete a 10 dias. A coçadura abre pequenas feridas e deixa manchas brancas, que desaparecem em poucos meses. Em alguns casos, pode ocorrer infecção por bactérias, o que deixará uma ferida amarelada.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda alguns cuidados para os pais e responsável, para maior segurança dos pequenos.

  • Colocar telas de proteção contra insetos nas janelas ou fechá-las antes das 17h;
  • Instalar um mosquiteiro de tecido fino sobre a cama da criança;
  • Quando a criança for brincar ao ar livre, vista-a com roupas finas, mas de mangas compridas e com punhos fechados para cobrir braços e pernas;
  • Eliminar os formigueiros do quintal ou, caso isso não for possível, vista a criança com calçados fechados.
  • Eliminar as pulgas dos cães e gatos, pois elas também podem picar os seres humanos.

A SBP também destaca que existem sinais e sintomas que podem ajudar a identificar uma reação alérgica a picadas de inseto. Tais como:

  • As lesões ocorrem mais nos períodos quentes, quando aumenta a quantidade de insetos e a exposição externa;
  • Surgem bolas avermelhadas nos braços e pernas, geralmente provocadas por pernilongos;
  • É possível perceber bolas alinhadas, o que indica que a criança é um “banquete” para os insetos, que podem ser pulgas, ácaros, percevejos de colchões ou piolhos de aves.
  • Podem ser encontradas bolas alinhadas próximas ao elástico da roupa íntima, provavelmente provocadas por pulgas.

É importante destacar que para qualquer suspeita, é imprescindível a visita ao profissional de saúde, como o médico pediatra em caso de crianças. O autodiagnóstico e a automedicação podem ser perigosos.

Isadora Osório Silveira
Jornalista pela ESPM-Poa. Entusiasta por desafios, evolução e networking. Atualmente, em especialização na área da saúde e bem-estar.

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