Mononucleose: a doença do beijo e os cuidados no Carnaval

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Em clima de Carnaval, os foliões aproveitam com festa, diversão e também muito beijo na boca! Mesmo com inúmeros benefícios para a saúde, como aliviar o estresse, aumentar a imunidade e até queimar calorias, a partir do beijo é possível também transmitir doenças. Uma delas é a Mononucleose, conhecida como a doença do beijo, uma síndrome infecciosa que aparece ainda mais nesta época de folia.

A doença infecciosa é causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB), caracterizada pelo aumento do número e do volume de certo tipo de glóbulos brancos — linfócitos mononucleares, formados em órgãos linfoides —, e é transmitido principalmente pelo contato direto com a saliva, por isso é conhecida como doença do beijo. Ou seja, na verdade, a doença não é transmitida diretamente pelo beijo, mas pelo contato íntimo com as secreções respiratórias de uma pessoa infectada.

Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, é rara a transmissão do vírus através de transfusão sanguínea ou contato sexual. O período de incubação acontece entre 30 e 45 dias, enquanto o período de transmissão pode durar 1 ano ou mais. As pessoas que já tiveram mononucleose ficam imunes à doença.

Este vírus pode provocar infecção em qualquer idade, mas é mais comum a transmissão em jovens entre 15 e 25 anos de idade. As crianças normalmente não apresentam sintomas e, por isso, não precisam de tratamento. Embora a mononucleose não tenha um tratamento específico, tem cura e desaparece após 1 ou 2 semanas. 

Sintomas

Os principais sintomas para a mononucleose incluem dor e inflamação da garganta, febre alta, placas esbranquiçadas na garganta e ínguas no pescoço, perda de apetite, inflamação do fígado. Existe a possibilidade da ruptura do baço, devido ao aumento rápido desse órgão durante a infecção aguda, mas em casos bem raros.

O diagnóstico correto da mononucleose é importante porque ela pode ser confundida com doenças causadas por outros vírus que causam sintomas semelhantes. Para isso, é preciso realizar o Monoteste, um exame de sangue indicado para a suspeita da presença do vírus.

Não existem vacinas para prevenir a doença.


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Tratamento

O tratamento para a mononucleose é apenas de suporte com uso de paracetamol e anti-inflamatórios não hormonais, para controle de febre, dor e mal-estar. Ingestão adequada de líquidos e alimentação adequada.


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Evitar contaminação pelo beijo é complicado, mas podem ser tomados alguns cuidados, como evitar contato com parceiros com feridas abertas na boca e evitar colocar as mãos na boca. Além disso, sempre higienizar corretamente as mãos e todas as partes do corpo.

Além do beijo, é o sexo precisa também de proteção. Muitas doenças, inclusive que ainda não tem cura, são transmitidas através de relações sexuais, por isso, todo cuidado é importante. Usar camisinha é essencial. Proteja-se.


Festeja com saúde!

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