7 perguntas e respostas sobre a gonorreia

Considerada a segunda infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum no mundo, a gonorreia afeta milhões de pessoas todos os anos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dia, há mais de 1 milhão de novos casos de ISTs curáveis entre pessoas de 15 a 49 anos — clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis.

Com os festejos de Carnaval, conscientizar a população sobre o assunto é ainda mais importante, visto que a folia influencia muito para a transmissão deste tipo de infecção. Por isso, segue abaixo um lista de perguntas e respostas.

1) O que é a gonorreia?

A Gonorreia, blenorragia ou uretrite gonocócica, entre outros nomes, é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Neisseria gonorrheae, que infecta especialmente a uretra, canal que liga a bexiga ao meio externo, reto e garganta. É uma infecção muito comum, principalmente entre jovens de 15 a 24 anos.


2) Quem pode ter gonorreia?

Qualquer pessoa sexualmente ativa pode ter gonorreia. As relações sexuais desprotegidas são comportamentos de risco para contrair quaisquer infecção sexualmente transmissível, inclusive a gonorreia. Por isso, o uso do preservativo é indispensável no sexo.


3) Como é transmitida?

A transmissão ocorre pelo contato sexual desprotegido com um indivíduo infectado. É possível ser contraída tanto durante a prática do sexo vaginal, quanto do oral e anal. Além disso, a doença também pode ser transmitida da mãe infectada para o bebê durante o parto


4) Quais são os sintomas?

O período de incubação, ou seja, o intervalo entre o contágio e o aparecimento de sinais e sintomas, dura de 2 a 7 dias. No caso da gonorreia, para os homens e mulheres são casos clínicos diferentes.

Principais sinais e sintomas de infecção por gonorreia para os homens:

  • Dor ao urinar;
  • Corrimento amarelo, semelhante ao pus, saindo do pênis;
  • Dor ou inchaço em um testículo;
  • Febre baixa;
  • Dor de garganta e comprometimento da voz, quando há relação íntima oral;
  • Inflamação do ânus, quando há relação íntima anal.

Apesar da gonorreia ser assintomática para a maioria das mulheres, podem surgir os seguintes sintomas:

  • Corrimento branco-amarelado vaginal, semelhante ao pus;
  • Dor ou ardor ao urinar;
  • Relação sexual dolorosa;
  • Dor abdominal ou pélvica;
  • Inflamação das glândulas de Bartholin, que ficam nas laterais da vagina e são responsáveis pela lubrificação da mulher;

A única maneira eficaz de evitar a gonorreia é o uso de preservativo em todas as relações sexuais.


5) Existe tratamento para a gonorreia?

O tratamento é realizado por meio de antibióticos. Para isso, é necessário o diagnóstico correto e clínico com o médico. Os profissionais de saúde que melhor podem auxiliar são o médico clínico-geral, urologista e o ginecologista e obstetra.

Como protocolo, é importante avisar todos os parceiros sexuais que tiveram contato com a pessoa infectada nos últimos 60 dias para que sejam testadas e, em caso positivo, façam também o tratamento. Quem teve contato sexual com pacientes nas últimas 2 semanas deve realizar tratamento mesmo sem apresentar sintomas.


6) Existe perigo na gravidez?

Sim, muito!

A gestante que apresenta a doença e não realiza o tratamento durante a gravidez, pode fazer com que o bebê fique infectado durante o parto, surgindo a chamada conjuntivite gonocócica. Os recém-nascidos passam a apresentar sintomas de dor e inchaço nos olhos, secreção purulenta e dificuldade para abrir os olhos, podendo levar à cegueira quando não tratada adequadamente.


7) O que acontece se eu não for tratado?

Sem tratamento, a doença poderá passar do ponto de infecção primária para outras partes do corpo, como a pele, articulações e outros órgãos. Além disso, a gonorreia não tratada pode aumentar as chances de contrair o HIV, o vírus que causa a AIDS.

Nas mulheres, a gonorreia não tratada pode causar a doença inflamatória pélvica (DIP), tendo complicações como a gravidez fora do útero (gravidez ectópica); infertilidade; dor pélvica, entre outros perigos.

Nos homens, a infecção pode alcançar os testículos e o epidídimo, causando a infertilidade masculina.


Caso suspeite você perceba qualquer uma das alterações descritas no texto, recomendamos que procure um serviço de saúde. O diagnóstico da gonorreia deve ser dado por um médico, visto que é baseado nos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. 


Lembre-se, se divirta no Carnaval, mas cuide da sua saúde! 🙂

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