Anti-inflamatórios podem agravar infecção por coronavírus, diz estudo

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O Ministro da Saúde da França, Olivier Véran, pediu para que as pessoas com febre e suspeita de infecção pelo novo coronavírus não tomassem anti-inflamatórios como o ibuprofeno para controlar os sintomas. “Em caso de febre, tomem paracetamol. Os anti-inflamatórios poderiam ser um fator de agravação da infecção“, declarou Véran.

A afirmação do ministro fala sobre uma pesquisa publicada na revista médica Lancet. Uma equipe de pesquisadores liderado por Michael Roth, do Hospital da Universidade de Basileia, na Suíça, analisou os dados já divulgados sobre mortes e casos graves de COVID-19, doença causada pelo vírus.


Idosos são mais vulneráveis ao coronavírus


O estudo aponta que pessoas com doenças cardiovasculares e diabetes têm risco aumentado de ter problemas mais graves. Ocorre que essas pessoas, muitas vezes, utilizam medicamentos conhecidos como inibidores de ECA (enzima conversora da angiotensina), uma molécula importante nos processos que acabam levando ao aumento da pressão do sangue.

No entanto, esses inibidores de ECA, bem como outros remédios de efeito similar sobre o sangue, acabam levando à ativação mais intensa de outra molécula, a ECA2. Os dados sugerem que o aumento dessas moléculas facilitaria a infecção por COVID-19.

É importante destacar que a análise realizada pelos pesquisadores envolveu apenas correlações, ou seja,eles não chegaram a testar o efeito nocivo dos medicamentos citados.

Por isso, o pedido do Ministro da Saúde da França para que as pessoas não tomassem ibuprofeno foi muito criticado por diversos especialistas e profissionais de saúde. O argumento é que a pesquisa ainda é inicial, e precisaria de mais evidências plausíveis para confirmar o perigo.

OMS declara pandemia mundial de Coronavírus

Com o rápido avanço no número de casos diagnosticados de contaminação pelo novo coronavírus, alguns países da América Latina tomaram medidas extremas, como o fechamento de fronteiras para conter a disseminação da doença. Argentina, Honduras e Peru adotaram a medida. A União Europeia também anunciou o fechamento de fronteiras por um período inicial de 30 dias. Todos os estrangeiros estarão proibidos de entrar nos 27 países da União Europeia mais quatro que fazem parte da zona Schengen: Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein.

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