Oxford inicia teste de vacina contra Covid em humanos

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Pesquisadores da Universidade de Oxford começaram a testar uma nova vacina contra COVID-19 em voluntários humanos. Cerca de 1.110 pessoas participarão do estudo, metade recebendo a vacina e a outra metade (o grupo controle) recebendo uma vacina contra meningite amplamente disponível. 

O objetivo é avaliar se pessoas saudáveis ​​podem ser protegidas do COVID-19 com esta nova vacina chamada ChAdOx1 nCoV-19. O estudo fambém fornecerá informações valiosas sobre os aspectos de segurança da vacina e sua capacidade de gerar boas respostas imunes contra o vírus.


Como funciona?

A vacina é produzida a partir de um vírus (ChAdOx1), que é uma versão enfraquecida de um vírus do resfriado comum (adenovírus) que causa infecções em chimpanzés, que foi geneticamente modificado para impedir o crescimento em seres humanos. No entanto, foi adicionado material genético à construção ChAdOx1, que é usada para produzir proteínas do vírus COVID-19 (SARS-CoV-2) chamado glicoproteína Spike (S). Essa proteína é geralmente encontrada na superfície do SARS-CoV-2 e desempenha um papel essencial na via de infecção do vírus. O coronavírus SARS-CoV-2 usa sua proteína spike para se ligar aos receptores ACE2 nas células humanas para obter acesso às células e causar uma infecção.

Ao vacinar com o ChAdOx1 nCoV-19, espera-se fazer com que o corpo reconheça e desenvolva uma resposta imune à proteína Spike, que ajude a impedir que o vírus SARS-CoV-2 entre nas células humanas e, portanto, evite a infecção.


O estudo

Até 1102 participantes serão recrutados em vários locais de estudo em Oxford, Southampton, Londres e Bristol. Essas pessoas serão alocadas aleatoriamente para receber a vacina ChAdOx1 nCoV-19 ou uma vacina licenciada (MenACWY) que será usada como um ‘controle’ para comparação.

No início do teste, também será recrutado um pequeno grupo separado de 10 voluntários que receberão 2 doses de ChAdOx1 nCoV-19 com quatro semanas de intervalo.

Para participar, é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade, em boa saúde e estar em uma das áreas de recrutamento. Os participantes não devem ter testado positivo para COVID-19, estar grávida, com a intenção de engravidar ou amamentar durante o estudo ou ter participado anteriormente de um estudo com uma vacina adenoviral ou ter recebido outras vacinas contra o coronavírus.


E depois da vacinação?

Os participantes receberão um diário eletrônico para registrar quaisquer sintomas experimentados por 7 dias após o recebimento da vacina. Eles também gravam se não se sentirem bem durante as três semanas seguintes.

Após a vacinação, os participantes participarão de uma série de visitas de acompanhamento. Durante essas visitas, a equipe verificará as observações apontadas, coletará uma amostra de sangue e revisará o diário eletrônico. Essas amostras de sangue serão usadas para avaliar a resposta imune à vacina.

Se os participantes desenvolverem sintomas de COVID-19 durante o estudo, eles podem entrar em contato com um membro da equipe clínica para verificar se eles foram infectados pelo vírus. 


Quando os resultados estarão disponíveis?

Para avaliar se a vacina é eficiente para proteger do COVID-19, será comparado o número de infecções no grupo controle com o número de infecções no grupo vacinado. Para esse fim, é necessário que um pequeno número de participantes do estudo desenvolva o COVID-19. 

A rapidez em atingir os números necessários dependerá dos níveis de transmissão de vírus na comunidade. Se a transmissão continuar alta, poderão ser obtidos dados suficientes em alguns meses para ver se a vacina funciona, mas se os níveis de transmissão caírem, isso pode levar até 6 meses.

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