Cientistas estudam síndrome em crianças relacionada ao coronavírus

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Recentemente, cientistas norte-americanos relataram uma possível associação entre a exposição ao novo coronavírus e uma síndrome inflamatória rara e com risco de vida em crianças. A doença foi apelidada temporariamente de “Síndrome inflamatória pediátrica multissistêmica potencialmente associada ao COVID-19”.

A maioria das crianças é assintomática ou apresenta sintomas leves da infecção por Covid-19. Contudo, nos últimos dois meses, foi identificado um pequeno grupo que desenvolveu uma resposta inflamatória sistêmica significativa, ou seja, uma reação descontrolada que afetou o organismo como um todo, podendo atacar vários órgãos, prejudicar a função cardíaca e enfraquecer as artérias cardíacas.

Os casos foram relatados pela primeira vez na Grã-Bretanha, Itália e Espanha. No dia 5 de maio de 2020, 64 casos clínicos pediátricos suspeitos foram relatados em crianças em Nova York, segundo o Departamento de Saúde da cidade. No entanto, a organização não informou quantas crianças deram positivo para o coronavírus, mas destacou que acredita que a síndrome está potencialmente associada ao Covid-19.

Pelo menos uma criança na Grã-Bretanha morreu. Acredita-se que nenhuma criança tenha morrido até agora nos Estados Unidos, “mas isso pode mudar“, disse em entrevista à Reuters o especialista em doenças infecciosas pediátricas do Children’s Hospital Colorado, Dr. Sean O’Leary, que atua no comitê da Academia Americana de Pediatria sobre doenças infecciosas.

O profissional disse que não estão medindo esforços para coletar informações sobre o distúrbio. “Todo centro acadêmico que conheço está procurando esses casos e tentando rastreá-los sistematicamente“, disse O’Leary.


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As autoridades de saúde pública norte-americanas estão pedindo aos hospitais que realizem teste de PCR com esfregaço nasal à procura de infecções ativas, bem como testes de anticorpos que possam detectar a exposição prévia ao vírus.

O especialista em cuidados intensivos pediátricos no Centro Médico da Universidade de Columbia, Dr. Steven Kernie, relatou que 15 a 20 crianças foram tratadas pela condição na unidade de terapia intensiva. “Ainda é uma condição rara. Mas está aumentando”.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA declarou que estão trabalhando com o Conselho de Epidemiologistas Estaduais e Territoriais e outros grupos para coletar dados a fim de entender e caracterizar a síndrome, de acordo com um comunicado enviado por email. O objetivo é desenvolver uma definição de caso que permita acompanhar os casos e aconselhar profissionais de saúde.

Segundo à Reuters, pesquisadores estão focados em testes para confirmar uma ligação com covid-19 e na coleta de sangue ou DNA para estudar se algumas crianças são geneticamente predispostas a desenvolver a síndrome.


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