Câncer de ovário: esteja alerta aos sintomas

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O câncer de ovário é o segundo tipo de câncer ginecológico mais comum entre as mulheres, atrás apenas do de colo do útero. Difícil de ser diagnosticado, o tumor de ovário costuma passar despercebido até que tenha se espalhado dentro da pelve e abdômen. A doença é a sétima maior causa de morte por câncer em mulheres.

Por não haver um método eficaz de rastreamento, o câncer de ovário é diagnosticado, em 80% dos casos, quando as mulheres apresentam sintomas no estágio mais avançado, ou seja, tendo se disseminado para linfonodos, outros órgãos da região pélvica e abdominal ou até mesmo para órgãos como pulmão, osso e sistema nervoso central, mais raramente.

A alta taxa de diagnóstico tardio causa impacto no tratamento. Menos da metade das pacientes (48,6%) vive por mais de cinco anos após a descoberta. No entanto, quando a doença é identificada no estágio inicial, a chance de viver por mais de cinco anos sobe para 92,6%.

“Quando a doença é descoberta mais precocemente, pode-se oferecer um tratamento curativo, com melhores resultados, que será guiado com base na classificação realizada pelo médico patologista quanto ao tipo e à agressividade do tumor. É a avaliação anatomopatológica, entre outros fatores, que aponta a extensão da doença, assim como indica se a resposta à quimioterapia foi completa, alterando o destino das pacientes no que diz respeito a tratamento”, explica o médico patologista da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Leonardo Lordello, em entrevista para Agência Brasil.


O que é o câncer de ovário?

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O câncer de ovário ocorre quando células anormais no ovário começam a se multiplicar fora de controle e a formar um tumor. Se não for tratado, o tumor pode se espalhar para outras partes do corpo. Isso é chamado de câncer ovariano metastático.

Os ovários são duas glândulas reprodutivas femininas que produzem óvulos ou ovos. Eles também produzem os hormônios femininos estrogênio e progesterona.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que em 2020 serão diagnosticados 6.650 novos casos de câncer de ovário no Brasil. Em 2018, foram registrados 3.984 óbitos pela doença no país.

O câncer de ovário geralmente apresenta sinais de alerta, mas os primeiros sintomas são vagos e fáceis de descartar. 


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Alertas do corpo

Ao contrário dos exames de Papanicolau, mamografia e colonoscopia, que funcionam como métodos para identificar tumores ainda sem sintomas do câncer de colo do útero, mama e colorretal, respectivamente; com o câncer de ovário não há uma metodologia eficaz. “Houve tentativas com o marcador CA125 ou exames de imagem, mas os estudos mostraram que oferecer essas avaliações para população assintomática não resultou em redução de mortalidade”, explica o patologista da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Leonardo Lordello.

O diagnóstico é feito, normalmente, quando o ginecologista desconfia de alguma alteração no exame, ou quando a mulher sente algo de diferente no abdome, como dor, urgência para urinar ou dificuldade para se alimentar.

Além disso, outro complicador é o fato de que os sintomas que podem alertar para o surgimento de tumores de ovário são comumente associados a outras doenças. Embora esses sinais de alerta sejam inespecíficos, a atenção a eles pode ser um caminho para o diagnóstico mais precoce.

Fatores de risco

Assim como acontece com a maioria dos casos de câncer de mama, os tumores malignos de ovário surgem, em cerca de 80% dos casos, por influência direta dos hormônios. Infertilidade e questões associadas com maior frequência aos ciclos menstruais mensais, como menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade (nunca ter tido filhos), entre outras, assim como obesidade e tabagismo, são os principais fatores de risco.

É fácil ignorar os primeiros sintomas do câncer de ovário, porque eles são semelhantes a outras doenças comuns ou tendem a ir e vir. Os primeiros sintomas incluem:

  • inchaço abdominal , pressão e dor;
  • Sentir-se rapidamente satisfeito depois de comer;
  • dificuldade em comer;
  • necessidade urgente e frequente de urinar.

O câncer de ovário também pode causar outros sintomas, como:

  • fadiga;
  • dor de estômago;
  • dor nas costas;
  • irregularidades menstruais;
  • dor durante as relações sexuais.

Os sintomas geralmente se tornam mais graves à medida que o tumor cresce. A essa altura, o câncer geralmente se espalha para fora dos ovários, tornando muito mais difícil o tratamento eficaz.

É importante lembrar que os cânceres são melhor tratados quando detectados precocemente. Por isso, caso apresente sintomas ou tenha alguma dúvida sobre a doença, consulte um médico.


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Faixa etária X Câncer de ovário

O câncer de ovário é mais prevalente a partir dos 60 anos, quando a mulher não se encontra mais em fase reprodutiva. No entanto, a doença pode ser diagnosticada também em mulheres mais jovens, principalmente nos casos de hereditariedade.

As mulheres mais jovens, em fase reprodutiva, que têm predisposição hereditária para desenvolver câncer de mama, podem optar por acompanhamento clínico mais precoce e frequente. A paciente é orientada ainda sobre a possibilidade de fazer a cirurgia profilática — retirada preventiva dos ovários e trompas, para reduzir o risco de desenvolver a doença. É importante a paciente ser orientada por seu oncologista e ter acesso a um serviço de aconselhamento genético, coordenado por um geneticista.


Tratamento

A escolha do tratamento depende de fatores como idade, saúde geral e estágio do câncer. Os tratamentos mais comuns são a cirurgia (Histerectomia Total e Salpingo-ooforectomia bilateral); quimioterapia e radioterapia.


Recomendações

  • Consulte um ginecologista regularmente, principalmente se tiver mais de 40 anos, e fique atenta a sintomas;
  • Tenha uma alimentação equilibrada e pratique exercícios;
  • Faça exames clínicos e ultrassonografias com mais frequência, de acordo com orientação médica, se tiver um parente de primeiro grau com história de câncer de ovário e/ou de mama;
  • Respeite as datas dos retornos ao ginecologista, especialmente se você faz terapia de reposição hormonal; nesse caso, é maior o risco de desenvolver esse câncer;

Cuide-se! Preste atenção no seu corpo e procure um
profissional de saúde caso sentir necessidade <3


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