Covid-19: vacina da Moderna tem resultados ‘promissores’ em estudo da fase 1

Uma vacina experimental contra o coronavírus fabricada pela empresa de biotecnologia Moderna provocou uma resposta imune promissora contra o vírus e parecia segura nas primeiras 45 pessoas que o receberam na fase 1, relataram os pesquisadores na terça-feira (14) no The New England Journal of Medicine.

A vacina da Moderna, desenvolvida com pesquisadores do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, foi a primeira a ser testada em seres humanos.

A Fase 1, desenvolvida para testar doses baixas, médias e altas da vacina e avaliar a segurança e capacidade de criar imunidade ao vírus, mostrou que a vacina funcionava para desencadear uma resposta imunológica com efeitos colaterais — fadiga, calafrios, dor de cabeça, dor muscular, dor no local da injeção e febre. Uma pessoa que recebeu a dose baixa desenvolveu urticária e foi retirada do estudo. Nenhum dos efeitos colaterais foram considerados graves. Os participantes foram 45 adultos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos, que receberam duas vacinações com 28 dias de intervalo.

Após o segundo tiro, todos os participantes desenvolveram os chamados anticorpos neutralizantes, que podem inativar o vírus em testes de laboratório. Os níveis desses anticorpos foram semelhantes aos da faixa superior em pacientes que se recuperaram de infecções por coronavírus. A vacina também produziu uma resposta favorável envolvendo células T, outra parte do sistema imunológico.

Na fase 2, o estudo clínico é expandido e a vacina é dada a pessoas que têm características, como idade e estado de saúde, parecidos com o do público esperado para a vacina, de acordo com Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Na fase 3, a vacina é ministrada a milhares de pessoas e a eficácia e segurança são avaliadas.

A empresa anunciou que testes da Fase 3 — o estágio final antes que os reguladores considerem se a vacina está disponível — começariam em 27 de julho, envolvendo 30.000 pessoas. Metade dos participantes será um grupo de controle que receberá placebos. Espera-se que seja concluído no final de outubro. 

No entanto, para provar que a vacina é segura e eficaz, o estudo precisará mostrar que aqueles que foram vacinados tiveram uma probabilidade significativamente menor de contrair o vírus do que aqueles que receberam um placebo. A Moderna relatou em um comunicado à imprensa que, se tudo correr bem em estudos futuros “a Companhia continua no caminho de fornecer aproximadamente 500 milhões de doses por ano, e possivelmente até 1 bilhão de doses por ano, a partir de 2021.”

A candidata a vacina da Moderna é uma das 23 em ensaios clínicos em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).


LEIA MAIS:
Novo coronavírus pode afetar diretamente o coração, diz estudo
91% dos infectados pelo coronavírus apresentaram algum sintoma, segundo estudo
Ivermectina: pesquisa reprova vermífugo e mostra novos candidatos para terapia contra covid-19

Infohealth
Primeiro site de notícias de saúde do Brasil.

Faça um comentário

Deixe seu comentário

Artigos Relacionados

Redes Sociais

3,814FãsCurtir
603SeguidoresSeguir
56SeguidoresSeguir

Atualizações