EUA fecham compra de todas as doses de potencial vacina contra o coronavírus

O governo dos Estados Unidos (EUA) fechou um acordo para pagar US$ 1,95 bilhão (R$ 9,97 bi) para receber 100 milhões de doses de uma potencial vacina contra o coronavírus após autorização ou aprovação do órgão regulador Food and Drug Administration (FDA). O anúncio foi realizado nesta quarta-feira (22) pelas empresas Pfizer e Biontech, que estão desenvolvendo a vacina chamada BNT16.

O número se refere a todo o potencial de fabricação das empresas em 2020. O objetivo de ambos os laboratórios é “fabricar cem milhões de doses antes do fim de 2020” e provavelmente mais de 1,3 bilhão antes do fim de 2021. “O governo Pfizer pode produzir 1 bilhão de doses de vacina contra covid-19, após testes positivos EUA fez um pedido inicial de 100 milhões de doses e pode comprar até 500 milhões de doses adicionais”, afirmaram as duas empresas. A Pfizer é americana e a Biontech, alemã.

A vacina, se tiver resultados positivos, será disponibilizada gratuitamente aos americanos, embora seu seguro de saúde possa ser cobrado, afirmou o departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) dos EUA. Os Estados Unidos são o país mais atingido pela doença no mundo, com mais de 140 mil mortes e quase 4 milhões de infectados, sendo que os números seguem em alta.

A Pfizer e a Biontech não receberão o dinheiro até que a vacina seja aprovada nos testes clínicos, envolvendo até 30 mil pessoas que devem começar até o final de julho.

A vacina utiliza o RNA mensageiro químico para instruir as células a produzir proteínas que imitam a superfície do coronavírus, que o sistema imunológico vê como invasor estrangeiro e monta um ataque. Embora a tecnologia já exista há anos, nunca houve uma vacina de RNA mensageiro (mRNA) aprovada.

Em 1º de julho, a Pfizer e a BioNTech anunciaram dados iniciais demonstrando que a vacina é capaz de produzir anticorpos neutralizantes em humanos nos níveis ou acima dos níveis observados no plasma de pacientes que se recuperaram da Covid-19. Os efeitos colaterais foram dependentes da dose, geralmente leves a moderados e transitórios. Não foram relatados eventos adversos graves. 

Atualmente, a Pfizer e a BioNTech esperam fabricar até 100 milhões de doses globalmente até o final de 2020 e potencialmente mais de 1,3 bilhão de doses até o final de 2021, sujeitas à seleção final da dose em seu ensaio clínico.


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