Teste de vacina chinesa contra o coronavírus começa em mais quatro centros no Brasil

A partir desta semana, na quinta-feira (30), mais quatros centros de pesquisa darão início aos testes clínicos da vacina chinesa contra o novo coronavírus, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

A terceira fase de testes em humanos da vacina CoronaVac, teve início na terça-feira (21) no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo. Os experimentos serão realizados em 9 mil voluntários recrutados em 12 centros de pesquisas de seis estados: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná.

Apenas profissionais da saúde que ainda não tiveram a doença e que atuam com pacientes com covid-19 poderão participar dos testes. Para atender aos critérios, esses profissionais da saúde não poderão ter outras doenças e nem estarem em fase de testes para outras vacinas. As voluntárias mulheres também não poderão estar grávidas.

Inicialmente, foram selecionados 12 centros de pesquisa para essa etapa de testes. Na cidade de São Paulo, os testes serão conduzidos pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas e pelo Hospital Israelita Albert Einstein. No estado de São Paulo serão feitos testes da vacina na Universidade Municipal de São Caetano do Sul, no Hospital das Clínicas da Unicamp em Campinas, na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e no Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

As pesquisas serão realizadas, ainda, na Universidade de Brasília (UnB); no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro; no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da Universidade Federal de Minas Gerais; no Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul e no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná.


Sinovac anuncia potencial em testes de vacinas, com 90% de sucesso
Fiocruz aposta em vacinação contra covid-19 a partir de 2021


A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de 14 dias. Caso seja comprovado o sucesso da vacina, ela começará a ser produzida pelo Instituto Butantan. Em entrevista coletiva, o governador de São Paulo, João Doria, disse acreditar que as primeiras doses da vacina já possam estar disponíveis para a população brasileira a partir de janeiro.

A CoronaVac é uma das vacinas contra o novo coronavírus em fase mais adiantada de testes, já na terceira etapa, chamada clínica, de testagem em humanos. O laboratório chinês realizou testes do produto em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.

A vacina é inativada, ou seja, contém apenas fragmentos do vírus, inativos. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19. No teste, metade das pessoas receberão a vacina e metade receberá placebo, substância inócua. Os voluntários não saberão o que vão receber.

Caso a vacina seja aprovada, a Sinovac e o Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala e fornecimento gratuito ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os passos seguintes serão o registro do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e distribuição em todo o Brasil.

Confira, abaixo, a relação dos doze centros de estudo que vão participar da fase final de pesquisa da vacina contra o coronavírus:

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
Instituto de Infectologia Emílio Ribas
Hospital Israelita Albert Einstein
Universidade Municipal de São Caetano do Sul
Hospital das Clínicas da Unicamp
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto
Universidade de Brasília
Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas de Fiocruz (RJ)
Universidade Federal de Minas Gerais
Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul
Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná


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