Vacina da Pfizer e BioNTech induziu resposta imune contra coronavírus, mostram dados preliminares

A vacina BNT162b1, desenvolvida pelas empresas Pfizer e BioNtech, é uma das principais candidatas na corrida contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Resultados preliminares de testes foram publicados na revista científica Nature, nesta quarta-feira (12), anunciando resposta imune “robusta” da vacina em 45 adultos saudáveis ​​com idade entre 18 a 55 anos.

Os dados mostram que os níveis de anticorpos neutralizantes dos participantes foram de 1,9 a 4,6 vezes maiores do que aqueles em pacientes em recuperação de infeção por covid-19. Ainda que os resultados sejam positivos, somente na última fase de testes — fase 3 — será comprovada a eficácia da vacina. Os resultados divulgados são referentes às fases 1 e 2 da pesquisa.

Os pesquisadores relataram que o estudo também está inscrevendo adultos com idade entre 65 e 85 anos, acrescentando que a fase 3 priorizaria a inscrição de populações mais diversas.

A vacina candidata é administrada por via intramuscular e permite que as células humanas produzam proteínas que fazem parte do domínio de ligação ao receptor SARS-CoV-2, contra as quais o sistema imunológico é treinado para produzir anticorpos. Ela imita a molécula de mRNA usada pelo novo coronavírus para construir suas proteínas infecciosas.


Resultados da vacina

Os testes foram realizados com 45 participantes adultos — 23 homens e 22 mulheres —, com idades entre 18 e 55 anos, divididos em 4 grupos que recebiam quantidades diferentes da vacina: o primeiro grupo recebeu com 10 microgramas (μg); outro uma dose de 30 microgramas (μg); o terceiro recebeu 100 microgramas (μg); e o quarto grupo recebeu um placebo (substância sem a vacina, para servir de grupo controle).

Os participantes dos grupos de 10 e 30 microgramas também receberam uma segunda dose, após 21 dias da primeira. Assim, houve um aumento da quantidade de anticorpos. No entanto, os dados mostram que mesmo antes da dose de reforço, os participantes já mostravam anticorpos contra o novo coronavírus.

Com base no estudo, os pesquisadores disseram que a vacina BNT162b1 foi geralmente bem tolerada, embora alguns participantes relataram efeitos colaterais leves a moderados, que aumentaram com o nível da dose, nos sete dias após a vacinação, incluindo dor no local da injeção, fadiga, dor de cabeça, febre e distúrbios do sono.


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