Covid-19: Brasil vai produzir ventilador desenvolvido pela Nasa

No final de abril, a NASA anunciou o desenvolvimento de Ventilator Intervention Technology Accessible Locally (VITAL), um protótipo de ventilador projetado especificamente para lidar com pacientes infectados pelo novo coronavírus. Desde então, 28 fabricantes em todo o mundo foram licenciados para fazer o dispositivo, e um deles se prepara para iniciar a produção no Brasil.

A produção será realizada a partir de uma parceria com a empresa de medicamentos brasileira Russer e o The Integrated Campus of Manufacturing and Technologies (SENAI CIMATEC). A aprovação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi obtida no dia 24 de agosto. Inicialmente, a Russer deve produzir 300 ventiladores pulmonares por mês, mas ainda não há previsão de quando o produto estará no mercado.

O protótipo do ventilador foi projetado no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, onde engenheiros de espaçonaves resolveram contribuir com suas habilidades para auxiliar no enfrentamento da pandemia. Em apenas 37 dias, eles concluíram um protótipo funcional do VITAL, que recebeu autorização de uso emergencial do órgão regulador americano Food and Drug Administration (FDA) em 24 de março.

“Este dispositivo beneficia o Brasil de várias maneiras”, disse o Diretor do CIMATEC, Leone Andrade, em nota no site da NASA. “Isso pode ajudar os brasileiros a combater o vírus ao mesmo tempo em que oferece uma oportunidade para a indústria”.

De acordo com a NASA, o laboratório criou duas versões do VITAL — uma pneumática e outra com ar comprimido. A versão que irá ser fabricada no Brasil é baseada na versão pneumática, que utiliza uma bomba pneumática para fazer circular o ar no ventilador. O modelo passou por testes pela Icahn School of Medicine no Mount Sinai, em Nova York.

Projetado especificamente para as necessidades dos pacientes com Covid-19, o VITAL é mais simples de construir e mais acessível. Segundo do diretor geral do SENAI no Brasil, Rafael Lucchesi, a vantagem do respirador é seu preço. Enquanto no mercado a média de preço está entre R$ 50 mil e R$ 60 mil, este deverá custar R$ 20 mil. Além disso, o projeto vai ampliar a produção nacional desse equipamento. “É uma vantagem robusta e vai ter uma cadeia nacionalizada de componentes e isso é importante para a produção”, disse Lucchesi à Agência Brasil.


Foto: NASA / JPL-Caltech


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