Covid-19: Fabricantes de vacinas assinam compromisso de segurança

Nove principais fabricantes de vacinas dos Estados Unidos e da Europa assinaram um compromisso conjunto, nesta terça-feira (08), a fim de manter os padrões científicos de segurança nas imunizações desenvolvidas na corrida global contra a pandemia do novo coronavírus.

“Nós, as empresas biofarmacêuticas abaixo assinadas, queremos deixar claro nosso compromisso contínuo de desenvolver e testar vacinas potenciais para COVID-19 de acordo com altos padrões éticos e princípios científicos sólidos.”.

As empresas emitiram o que chamaram de “promessa histórica” ​​após o aumento da preocupação de que os padrões de segurança e eficácia possam ser ignorados na pressa para encontrar uma vacina. A assinatura do compromisso incluía as biofarmacêuticas Pfizer, GlaxoSmithKline, AstraZeneca, Johnson & Johnson, Merck & Co, Moderna, Novavax, Sanofi e BioNTech.

A promessa de se comprometerem com a segurança e eficácia surgiu após pressões políticas, como quando o presidente Donald Trump que seria possível haver uma vacina até as eleições presidenciais, em 3 de novembro.

O compromisso surge também depois do chefe do órgão regulador norte-americano Food and Drug Administration (FDA) disse em entrevista ao Financial Times que as vacinas podem não precisar necessariamente completar os ensaios clínicos de Fase III — última etapa de testes em grande escala destinados a demonstrar segurança e eficácia — desde que os funcionários estejam convencidos de que os benefícios superariam os riscos. A declaração gerou um pedido de cautela por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS).

As nove empresas escreveram que se comprometem a “submeter apenas para aprovação ou autorização de uso de emergência após demonstrar segurança e eficácia por meio de um estudo clínico de Fase 3 que é projetado e conduzido para atender aos requisitos de autoridades regulatórias especializadas, como a FDA.”.

A Sinovac Biotech, da China, relatou que a maioria de seus funcionários e suas famílias já tomou uma vacina experimental desenvolvida pela empresa, chamada CoronaVac, dentro do programa de uso emergencial do país. O imunizante também está sendo testado no Brasil, por meio de parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo e o Hospital São Lucas da PUCRS, em Porto Alegre.

A aprovação de uma vacina contra o novo coronavírus deve ser baseada em grandes e diversos ensaios clínicos com grupos comparativos que não recebem a vacina em questão. Os participantes e aqueles que trabalham no ensaio não devem saber a que grupo pertencem, de acordo com o compromisso.


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