AstraZeneca informa suspensão dos testes de vacina contra Covid-19

O laboratório AstraZeneca informou a suspensão dos testes de estágio final da candidata a vacina contra a covid-19 da empresa. A decisão se deu após um paciente registrar reação grave à imunização no Reino Unido, segundo informações divulgadas pelo site de notícias Stat News, na terça-feira (08).

A vacina, que estava sendo desenvolvida pela empresa com a Universidade de Oxford, foi descrita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como provavelmente a candidata líder mundial e a mais avançada em termos de desenvolvimento.

Segundo o jornal The New York Times, o voluntário teve um diagnóstico de mielite, síndrome inflamatória da espinha dorsal, muitas vezes causada por infecções virais. No entanto, ainda não é possível saber se ela foi causada pela vacina. A paralisação faz parte de protocolo de segurança, a fim de investigar a relação entre o efeito com o imunizante.

A suspensão pode impactar o cronograma de conclusão do estudo. Cinco países estão participando dos testes desta terceira fase: Brasil, Reino Unido, Estados Unidos, Quênia e África do Sul.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que o laboratório já comunicou os países envolvidos nos testes e que aguarda mais informações sobre os motivos da suspensão. “O laboratório AstraZeneca anunciou a paralisação do seu estudo global para vacina covid-19. A decisão foi do próprio laboratório, que comunicou os países participantes sobre sua decisão”, disse a agência.

O Ministério da Saúde também se pronunciou, por meio de nota. A pasta disse que a suspensão temporária do estudo tem regras definidas em protocolo e baseadas em padrão internacional. “Trata-se de procedimento padrão de avaliação de segurança durante a realização de estudos clínicos para investigar a causalidade, ou seja, a relação entre o evento adverso e a administração da vacina”, disse, ao citar que órgãos regulatórios já haviam sido notificados pelo patrocinador do estudo.

A pasta informou ainda que a pausa nos testes significa que não haverá inclusão, neste momento, de novos participantes. “O Ministério da Saúde foi notificado por e-mail nesta data, pela AstraZeneca, e reforça o compromisso em garantir uma vacina segura e eficaz em quantidade para a população brasileira”, concluiu.

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde e da Fiocruz, assinou um memorando de entendimento com a AstraZeneca que prevê a compra de 30 milhões de doses da vacina, com entrega em dezembro deste ano e janeiro do ano que vem, e a possibilidade de aquisição de mais 70 milhões se a vacina tiver eficácia e segurança comprovadas.

Além disso, o acordo inicial prevê a transferência da tecnologia desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca para produção local na Fiocruz, com previsão do ministério de início ainda no primeiro semestre de 2021.

O Brasil acumulou nesta terça 4.162.073 casos confirmados de Covid-19, de acordo com dados do Ministério da Saúde, sendo o terceiro país em número de casos no mundo, atrás de Estados Unidos e Índia. O total de mortes pela doença soma 127.464.


Foto: AstraZeneca.

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