Linfoma: o que é e por que o diagnóstico precoce é preciso

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2018 houve 12.710 casos de pessoas acometidas por Linfomas, sendo registradas 4.956 mortes. Linfoma é o nome de um conjunto de cânceres que atacam o sistema responsável por ajudar a combater infecções. A data 15 de setembro é considerada o Dia Mundial da Conscientização do Linfoma, a fim de educar as pessoas sobre a doença, sintomas, diagnóstico e tratamento.

O linfoma é um câncer que afeta as células do sistema linfático do corpo humano. Esse sistema produz e transporta os glóbulos brancos, células que combatem as infecções e participam do sistema imunológico. Embora ele normalmente proteja o organismo contra bactérias, vírus e outros perigos, as células desse sistema — chamadas linfócitos — podem se tornar cancerígenas. Então, o linfoma acontece quando os linfócitos se transformam em malignos, crescendo descontroladamente e “contaminando” o sistema linfático.

São classificados mais de 70 tipos de câncer como linfomas. Os diversos tipos têm comportamentos e grau de agressividade distintos. Os médicos dividem em duas principais categorias: Linfoma de Hodgkin e Linfoma não-Hodgkin (LNH)


Linfoma não-Hodgkin (LNH)

No Brasil, o número de casos novos de linfoma esperados para cada ano do triênio 2020-2022, é de 6.580 casos em homens e de 5.450 em mulheres, segundo o INCA. Esses valores correspondem a um risco estimado de 6,31 casos novos a cada 100 mil homens e de 5,07 para cada 100 mil mulheres. Em 2018, foram registradas 4.516 mortes, sendo 2.426 homens e 2.090 mulheres.

Os linfomas não-Hodgkin (LNH) são um grupo complexo de mais de 20 tipos distintos da doença, classificados de acordo com o tipo de célula linfoide e o comportamento biológico: os indolentes, com evolução lenta, e os agressivos, de crescimento rápido e mais invasivos.

Ao lado, uma ilustração 3D de uma célula de linfoma.

Este tipo de linfoma pode surgir em diferentes partes do corpo, como medula óssea, trato
gastrointestinal, nasofaringe, pele, fígado, ossos, tireoide, sistema nervoso central, pulmão e mama. O LNH é o mais incidente, representando 80% dos casos de linfoma.

Nos últimos 25 anos, segundo Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), o número de novos casos duplicou, em especial em pessoas acima dos 60 anos de idade, mas ainda não se sabe os reais motivos para o surgimento deste tipo de câncer. Entre os linfomas, este é o tipo mais incidente na infância.


Linfoma de Hodgkin (LH)

O linfoma de Hodgkin (LH) surge quando os linfócitos ou os seus precursores que moram no sistema linfático, e que deveriam nos proteger contra as bactérias, vírus, dentre outros perigos, se transformam em uma célula maligna, chamada de célula de Reed-Sternberg.

A presença da célula de Reed-Sternberg desencadeia uma reação inflamatória e ela passa a ser rodeada de diferentes tipos de células normais de defesa. Esse aglomerado, com a mistura de células malignas e normais, é o que forma a massa tumoral.

Conforme dados do INCA, o número de casos novos de linfoma de Hodgkin esperados para o Brasil, para cada ano do triênio 2020-2022, são de 1.590 casos em homens e de 1.050 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 1,52 casos novos a cada 100 mil homens e, para as mulheres, o risco estimado foi de 0,95 para cada 100 mil.

Este tipo de linfoma compreende cerca de 20% dos casos da doença, e pode ocorrer em qualquer idade, mas os jovens de 25 a 30 anos são os que mais recebem o diagnóstico, segundo Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale).


Sintomas de linfoma

Os principais sinais de ambos os tipos de linfoma podem incluir:

  • Gânglios linfáticos inchados no pescoço, axilas ou virilha;
  • Febre;
  • Fraqueza e fadiga;
  • Perda de peso sem motivo aparente;
  • Suor noturno;
  • Dificuldade em respirar e / ou dor no peito
  • Coceira na pele;
  • Erupção cutânea;

Diagnóstico

Ao suspeitar de um linfoma, o médico oncologista ou hematologista geralmente recomenda a realização de uma biópsia. O procedimento envolve a remoção de células de um linfonodo dilatado, assim, poderá examinar as células para determinar se existem células de linfoma.

Se o profissional de saúde detectar células de linfoma, exames adicionais podem identificar o quão longe o câncer se espalhou. Esses testes podem incluir uma radiografia de tórax, exames de sangue ou testes de linfonodos ou tecidos próximos.

Varreduras de imagem, como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (MRI) também podem identificar tumores adicionais ou linfonodos aumentados.

O diagnóstico precoce é uma maneira de prevenção e visa a identificar o câncer em estágios iniciais. O objetivo é identificar pessoas com sinais da doença, priorizando pela qualidade e garantia da assistência em todas as etapas da linha de cuidado.


Tratamento

O tratamento para linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin pode variar e depender de vários fatores, como o tipo, quão agressiva é ou qual o estágio da doença, a localização e a idade e estado de saúde do paciente. Algumas opções podem incluir:

  • Quimioterapia
  • Quimioterapia e radiação visando diretamente o (s) linfoma (s)
  • Terapia biológica, como o direcionamento de anticorpos para células de linfoma
  • Transplante de células-tronco

ATENÇÃO: As informações publicadas neste portal não substituem a consulta médica. Procure um profissional de saúde.


LEIA MAIS:
Câncer de ovário: esteja alerta aos sintomas
Câncer de pele: como é e quais são os principais cuidados?
Câncer nos olhos: a importância da visita ao oftalmologista

Infohealth
Primeiro site de notícias de saúde do Brasil.

Faça um comentário

Deixe seu comentário

Artigos Relacionados

Redes Sociais

3,123FãsCurtir
603SeguidoresSeguir
55SeguidoresSeguir

Atualizações

Somente 1% de adolescentes do sexo masculino vai ao médico

Pesquisa foi feita com 267 estudantes de escolas públicas e privadas de 12 estados brasileiros de ambos os sexos, sendo 170 meninos e 87 meninas.

Doutor, você errou: breves dilemas e diretrizes sobre a caracterização do erro médico.

O erro aflige não somente o paciente que sofreu a intervenção médica ou o tratamento incorreto, mas também o médico envolvido, que terá de arcar com sérias consequências jurídico-disciplinares em função do equívoco.

Hepatites virais somam 40 mil casos no Brasil

No ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde, foram notificados 37.773 casos da doença, que pode ser causada por cinco tipos de vírus: A, B, C e D.

Estudo com 50 mil pessoas aponta segurança da Coronavac contra covid-19

Instituto Butantan conduz no Brasil os testes clínicos da vacina contra o coronavírus na fase 3, realizados em quase 6 mil voluntários.

Johnson inicia teste final da vacina para Covid-19 em 60 mil pessoas

A Johnson & Johnson anunciou nesta quarta-feira (23) o início do ensaio final da potencial vacina a Covid-19, de injeção única, com...