7 fatos importantes sobre a mamografia

Câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, depois do câncer de pele não melanoma. Segundo a a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,1 milhões de novos casos surgem todos os anos, sendo o tipo de câncer que mais mata mulheres: 627 mil morreram em decorrência da doença em 2018.

A detecção precoce do câncer de mama desempenha um papel fundamental para o sucesso do tratamento, e por isso exames regulares devem fazer parte da rotina de saúde das mulheres. Pensando nisso, desmistificamos algumas informações que você precisa saber sobre a mamografia, um dos principais exames de rastreamento.

Confira 7 fatos sobre a mamografia que toda mulher deve saber!

1) A chance de ter câncer de mama aumenta com a idade

Mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 50 anos de idade, têm maior risco de desenvolver câncer de mama. De acordo com o Instituto do Câncer, o acúmulo de exposições ao longo da vida e as próprias alterações biológicas com o envelhecimento aumentam, de modo geral, esse risco.

No entanto, é importante destacar que não existe uma causa única para o desenvolvimento do câncer de mama. Outros fatores também estão relacionados ao aumento do risco, como fatores endócrinos e relacionados à vida reprodutiva da mulher, ter tido ou não filhos, idade em que entrou na menopausa, histórico familiar da doença, consumo de álcool, excesso de peso, atividade física insuficiente e exposição à radiação ionizante.

2) Implantes mamários não impedem você de realizar o exame

Mulheres com implantes mamários podem e devem fazer rastreamento mamográfico regularmente, embora haja pontos específicos que devam ser destacados. Próteses e implantes são radiopacos — estruturas em que os raios-x não conseguem atravessar — o que aumenta a chance de um diagnóstico mais tardio, por não expor claramente as lesões. Por isso, quando as mulheres com implantes mamários fazem o exame, são utilizadas manobras para expor a maior quantidade possível de tecido mamário.

Essas manobras exigem a realização de radiografias adicionais, o que aumenta o número de mamografias e a exposição à radiação, que é cumulativa. No entanto, a comunidade médica destaca que os benefícios da mamografia nessa população superam os riscos.

3) Nem todos os cânceres de mama podem ser detectados

A mamografia por si só não permite o diagnóstico de todos os tipos de câncer de mama. Por isso, recomenda-se que a paciente deve também consultar um mastologista, que fará o exame clínico das mamas.

O exame pode não demonstrar que uma área anormal é câncer, mas fornece informações sobre a necessidade de outros exames. Os principais tipos de alterações de mama encontrados na mamografia são calcificações, nódulos e massas.

4) A mamografia é o método mais preciso de detecção do câncer

Considerado o método mais eficaz de rastreamento de patologias na mama, a mamografia é um procedimento não invasivo que captura imagens do seio com o mamógrafo.

No Brasil, conforme as Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama, a mamografia é o único exame cuja aplicação em programas de rastreamento apresenta eficácia comprovada na redução da mortalidade por câncer de mama.

5) A radiação emitida pela mamografia não é arriscada

Um dos principais medos e equívocos sobre o exame é a quantidade de radiação envolvida e o perigo da exposição. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, a dose de radiação média é de 0,4 Msv, o que é comparável a sete semanas de radiação que somos expostos ao ar livre, portanto é biologicamente segura.

6) O exame pode detectar o câncer antes que um nódulo possa ser sentido

O rastreamento do câncer de mama por mamografia usa um tipo de exame de raios X para detectar o câncer de mama antes que um nódulo possa ser sentido. Os benefícios incluem a possibilidade de encontrar a doença em estágios iniciais, o que facilita para um tratamento menos agressivo, assim como menor chance de morte.

7) Existem dois tipos principais de mamografias, 2D e 3D.

As mamografias digitais 2D e 3D são os dois principais tipos de exames de mamografia. Uma mamografia 2D usa duas placas para aplainar e espalhar o tecido mamário e, em seguida, obtém uma imagem eletrônica da mama. A imagem é então transferida para um computador onde o provedor pode procurar áreas de preocupação. 

A mamografia 3D, ou tomossíntese, é a tecnologia de mamografia mais avançada disponível. Ele comprime a mama e tira uma série de fotos à medida que ela se move sobre o tecido para criar uma imagem 3D. Esse tipo de mamografia produz uma imagem mais nítida e costumam ser preferidas para mulheres com tecido mamário denso, além de ajudar a encontrar cânceres mais cedo e menores.



IMPORTANTE: O conteúdo do portal pretende auxiliar com informações úteis sobre o câncer de mama, mas não substituem a consulta médica. Em casos de suspeita, procure sempre uma ajuda profissional.

LEIA MAIS:
Pandemia pode agravar casos de câncer de mama e dificultar o diagnóstico
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