Coronavac é a vacina mais segura contra Covid-19, mas eficácia será anunciada somente no final do ano

A vacina CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, se mostrou segura em testes com 9 mil voluntários brasileiros, de acordo com anúncio do governo de São Paulo, nesta segunda-feira (19). O Governador João Doria e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmaram que a vacina é a mais segura em fase final de testes no Brasil.

A vacina Butantan é a mais segura em termos de efeitos colaterais. É a vacina mais segura neste momento não só no Brasil, mas no mundo“, disse o diretor do Instituto em coletiva. Os dados de eficácia, no entanto, ainda não foram finalizados e devem ser divulgados somente no final do ano, até que o teste seja concluído com todos os 13.000 voluntários.

Os estudos realizados com 9 mil voluntários da área da saúde, com idades entre 18 e 59 anos, reafirmaram os resultados de segurança que já haviam sido registrados em testes de fases 1 e 2 na China, com 50.027 voluntários. Nestas etapas iniciais, apenas 5,36% das pessoas apresentaram efeitos colaterais, sem gravidade: dor no local da aplicação (3,08%), fadiga (1,53%) e febre leve (0,21%). Efeitos um pouco mais graves foram observados em 0,03% dos voluntários, como perda de apetite, dor de cabeça, fadiga e febre.

No Brasil, apenas 35% desses 9 mil voluntários tiveram reações adversas leves após a aplicação da vacina, tais como dor no local da aplicação ou dor de cabeça. Não houve qualquer registro de efeito colateral grave durante a testagem. As reações mais comuns entre os participantes após a primeira dose foram dor no local da aplicação (19%) e dor de cabeça (15%). Na segunda dose, as reações mais comuns foram dor no local da aplicação (19%), dor de cabeça (10%) e fadiga (4%). Febre baixa foi registrada em apenas 0,1% dos participantes e não há nenhum relato de reação adversa grave à vacina até o momento.

Até dezembro, o Instituto Butantan receberá 46 milhões de doses da Coronavac, sendo 6 milhões de doses da vacina já prontas para aplicação. Outras 15 milhões de doses devem chegar até fevereiro de 2021.

Caso os testes de fase 3 comprovem que ela é uma vacina eficaz, a CoronaVac precisa de ser aprovada pela Anvisa para iniciar a vacinação. O governo paulista previa o início da vacinação a partir de 15 de dezembro deste ano, mas com o atraso no estudo de eficácia, essa data deve ser adiada.


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