A luta contra o câncer continua: como a alimentação pode ajudar?

A campanha do Outubro rosa tem um significado muito importante para a saúde da mulher. A intenção é conscientizar a população sobe o combate e a prevenção ao câncer de mama, o segundo tipo de câncer de maior ocorrência nas mulheres, e de maior mortalidade.

No entanto, o assunto não pode ser abordado somente no mês de conscientização, mas em todo o ano, a fim de auxiliar pacientes, mulheres e homens, que ainda desconhecem muitos fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce.

Alguns fatores de riscos já são descritos como:

  • – Idade;
  • – Predisposição genética (inclui mutações no DNA e histórico familiar positivo);
  • – Menarca precoce (< 12 anos), menopausa tardia (> 55 anos);
  • – Idade da primeira gestação (> 30 anos);
  • – Infertilidade;
  • – Não ter filhos, uso contínuo e a longo prazo de contraceptivos;
  • – Tratamento hormonal pós-menopausa e não ter amamentado.

E o cuidado na alimentação também precisa ser levado em conta.

Nas últimas décadas houve melhora no acesso aos alimentos, em contrapartida ocorreu uma piora considerável na quali e quantidade da dieta (com alto consumo de gordura saturada, e carboidrato simples e baixo consumo de alimento in natura, ricos em fibras e nutrientes), sedentarismo, alto nível de estresse e carga de trabalho, associado a presença de co-morbidades como síndrome metabólica e resistência à insulina são fatores que contribuem para aumentar a incidência de câncer de mama.

Nas mulheres pós-menopausa, a obesidade é um agravante pois o tecido adiposo contribui para o aumento dos níveis de inflamação, devido a liberação de citocinas e proteínas inflamatórias. O ideal, principalmente, após a menopausa é manter um Índice de Massa Corporal (IMC) entre 20 – 24,9 kg/m2, considerado como uma faixa de peso ideal. Entretanto, vale ressaltar que este índice não considera a porcentagem de massa muscular e de gordura corporal, que devem ser avaliados para então chegar numa faixa mais adequada ao seu biotipo e idade. Portanto, converse com seu Nutricionista, e faça esta avaliação!

Algumas dicas e orientações para serem colocadas em práticas desde já para prevenir o Câncer de mama, e modificar este cenário, ao qual atinge milhares de mulheres:

– Elevar o consumo de alimentos in natura, e reduzir alimentos ricos em gordura saturada, carboidrato simples e carne vermelha (principalmente as processadas), pois estes elevam os níveis de estrógenos, IGF-1 e citocinas inflamatórias;

– A suplementação alimentar, deve ser individualizada e personalizada, pois cada indivíduo tem necessidades diferentes de vitaminas do Complexo B (B12, B6), C, E, Folato, Selênio e Zinco;

– Reduzir o consumo de gordura saturada, e aumentar o de gorduras insaturadas (azeite extra virgem, abacate, chia, e oleaginosas em geral)

– Consumir carboidratos integrais, derivados de frutas (média 5 porções/dia); e alimentos integrais.

– Incluir consumo médio de proteínas entre 1,2 – 1,5 g/ de Proteínas/kg de Peso/dia

– Incluir frutas e vegetais ricos em polifenóis que contém compostos bioativos, que melhoram atuam na prevenção do CA de mama. Alimentos como:

Frutas: uvas, cereja, laranja, limão, maçã, amora, morango, caju, jabuticaba, mirtilo, ameixa, damasco

Hortaliças: couve, couve-flor, tomate, alho, cebola, espinafre, repolho, rabanete, escarola, mostarda, nabo, beterraba

Sementes oleaginosas: castanhas, nozes, amendoins, amêndoas, pistache

Ervas aromáticas e especiarias: alecrim, manjericão, manjerona, sálvia, alfavaca, gengibre, canela, cúrcuma, cravo

Bebidas: suco de uva integral, suco de amora integral, suco de mirtilo, chá verde, chá branco, vinho tinto

– Chocolate amargo (com mais de 70% de cacau).

E claro, não esqueça de realizar o autoexame, pois quanto mais precoce a descoberta da doença, mais sucesso terá no tratamento.

  • Aparecimento de nódulo (caroço) no seio ou na axila. Os nódulos podem apresentar dor ou não, ser duros e irregulares ou macios e redondos;
  • Dor ou inversão do mamilo (volta-se para dentro da mama);
  • Presença de secreção pelo mamilo, sanguinolenta ou não;
  • Inchaço irregular em parte da mama, que pode ficar quente e vermelha;
  • Irritação ou retração na pele ou aparecimento de rugosidade semelhante à casca de laranja;
  • Vermelhidão ou descamação do mamilo ou da pele da mama;
  • Nos casos mais adiantados, pode aparecer uma ulceração na pele com odor desagradável;
  • o autoexame não substitui o exame regular realizado pelo médico e nem a mamografia. Nesse sentido, a mamografia é mais eficaz por detectar nódulos ainda muito pequenos, não perceptíveis pelo toque.

Fonte: femama.org.br


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Daniella Camilo de Paivahttp://dradaniellacamilopaiva.com.br/
Doutora em Saúde da Criança e do Adolescente (Faculdade de Ciências Médicas/ UNICAMP). Especialista em Nutrição Infantil UNIFESP-EPM. Atuação com tentantes, gestantes, infância, adolescência, saúde da mulher e Genômica Nutricional.

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