Primeiro lote da vacina CoronaVac com 120 mil doses chega ao Brasil

O governador de São Paulo João Dória anunciou, nesta quinta-feira (19), a chegada das 120 mil primeiras doses da vacina contra a Covid-19, CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. O material foi importado da China pelo governo paulista e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

A Coronavac é uma das vacinas em fase final de estudos clínicos que está sendo testada no Brasil. Nesta 3º etapa, estão sendo realizados testes em 9 mil profissionais de saúde voluntários do país. Assim que comprovada a segurança e eficácia, a vacina será submetida para registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para, somente depois, ser distribuída para a vacinação da população.

O governo de São Paulo firmou acordo para a compra de 46 milhões de doses, além da transferência da tecnologia para o país. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não autorização o uso da vacina.

O governador João Doria, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o secretário Estadual de Saúde, Jean Gorinchtey, acompanharam a chegada do lote no aeroporto.

A Coronavac

A CoronaVac é produzida com vírus inativados do novo coronavírus (Sars-CoV-2), ou seja, o o vírus não é capaz de infectar, ficando “morto”, sem poder causar doença. Assim, quando aplicada a dose na corrente sanguínea, o vírus é detectado pelo sistema imunológico, que irá desenvolver maneiras para combatê-lo.

O estudo mais recente, publicado na revista científica Lancet Infectious Diseases, mostrou que a vacina é segura e tem capacidade de produzir resposta imune no organismo após 28 dias em 97% dos casos. A pesquisa é resultado das análises dos ensaios clínicos de fase 1 e 2 conduzidos na China nos meses de abril e maio com 744 voluntários saudáveis de 18 a 59 anos e sem histórico de infecção pelo coronavírus.

Os dados mostram que as reações adversas foram leves e nenhum efeito adverso sério. A reação mais comum foi dor no local da aplicação. A taxa de produção de anticorpos entre os voluntários que receberam a vacina ficou acima dos 90%.


Foto: Governo de São Paulo.


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