Câncer de pênis: Mais de mil homens têm o órgão amputado por falta de higiene no Brasil

Embora não seja uma das doença mais frequentes, o câncer de pênis causa muita aflição e medo para o público masculino. Os homens não possuem o hábito de consultar com profissionais de saúde e, por incrível que pareça, alguns ainda não sabem a necessidade de fazer uma higienização correta da região íntima.

Apesar de ser raro — representa 2% de todos os tipos de câncer no país —, em algumas regiões do Norte e Nordeste a incidência desse tumor é muito maior que a do de próstata. O motivo principal é que o câncer de pênis está associado a baixas condições socioeconômicas e também à má higiene íntima. 

Em 2018, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), houve 454 mortes por câncer de pênis no Brasil. Estima-se que ocorram 1.130 novos casos de câncer de pênis em 2020, os mais graves envolvem, inclusive, a amputação do membro masculino. A maior incidência é em homens a partir dos 50 anos, embora possa atingir também os mais jovens. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar a evolução do tumor e a possível amputação total do pênis, que traz consequências físicas, sexuais e psicológicas ao homem.

Condições básicas de higiene são fundamentais para o cuidado da saúde, seja em homens, mulheres, crianças ou adultos. O uso simples de água e sabão pode evitar diversas doenças, entre elas o câncer de pênis. Confira mais algumas informações.


Quais são os sintomas?

A manifestação clínica mais comum do câncer de pênis é uma ferida ou úlcera persistente, ou também uma tumoração localizada na glande, prepúcio ou corpo do pênis. A presença de um desses sinais, associados a uma secreção branca (esmegma), pode ser uma indicação de câncer no pênis. Nestes casos, é necessário consultar um especialista.

  • Presença de tumor na glande (cabeça do pênis);
  • Presença de tumor na pele que cobre a cabeça do pênis;
  • Presença de tumor no corpo do pênis;
  • Secreção branca (esmegma);
  • Aumento anormal do tecido da cabeça do pênis.

Além da tumoração e feridas no pênis, a presença de ínguas na virilha e/ou nódulos também devem ser observados, pois podem indicar metástase (quando o câncer se espalha para outras partes do corpo).

Importante: No surgimento de qualquer uma dessas manifestações clínicas, é fundamental procurar ajuda médica imediata para evitar possíveis complicações.


Fatores de risco para o câncer de pênis

Existem alguns fatores que aumentam o risco para desenvolvimento da doença.
Como por exemplo:

  • Má higiene íntima: A falta de higiene é um dos maiores fatores de risco para esse tipo de câncer. Faz parte da prevenção lavar o pênis diariamente com água e sabão, em especial debaixo do prepúcio, a pele que recobre a cabeça do genital (glande). 
  • Fimose: Homens com fimose ou mesmo que não passaram pela circuncisão, processo que remove o prepúcio, estão mais vulneráveis a esse acúmulo, porque a pele dificulta a limpeza.
  • HPV:  O papilomavírus humano é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) em que a transmissão ocorre por meio do contato direto com a pele ou a mucosa infectada. A vacinação contra a HPV é uma importante alternativa de prevenção.
  • Idade: A idade média do diagnóstico é 68 anos e cerca de 80% dos casos da doença são diagnosticados em homens com mais de 55 anos.
  • Relações sexuais desprotegidas: Um fator de risco comum associado ao câncer de pênis inclui a história clínica de doenças sexualmente transmissíveis (DST), como gonorreia, clamídia e sífilis.
  • Tabagismo: O tabagismo está associado à maioria dos casos de câncer de pênis.
  • Baixas condições socioeconômicas e/ou de instrução.

Diagnóstico do câncer de pênis

Embora a doença tenha alta taxa de cura quando diagnosticada em estágio inicial, mais da metade dos pacientes demora até um ano após as primeiras lesões para buscar ajuda médica. Quando existe complicações, a doença pode se espalhar para outras partes do corpo, o que também aumenta as chances de morte.

O diagnóstico é realizado, basicamente, por meio da retirada de um fragmento do tecido (biópsia incisional) de qualquer lesão no órgão suspeita. O exame é feito após avaliação clínica do médico especialista, como o urologista.

A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar o tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento e de cura. 


Tratamento

O tratamento do câncer de pênis consiste na remoção cirúrgica da lesão primária peniana (penectomia parcial ou total) associada à linfadenectomia inguinal bilateral com intenção curativa. A cura é possível até mesmo nos casos de metástase inguinal. No entanto, o tratamento do câncer de pênis depende da extensão local do tumor e do comprometimento dos gânglios inguinais (ínguas na virilha).

Os principais tratamentos, que podem ser combinados ou não, conforme cada caso e com a devida recomendação médica, são:

  • Cirurgia.
  • Radioterapia.
  • Quimioterapia.

A radioterapia e a quimioterapia são indicados nos casos de recivida do câncer de pênis ou como tratamento paliativo nos casos que não são considerados cirúrgicos.


IMPORTANTE

Caso apresentar qualquer sintoma ou suspeita, procure imediatamente um profissional de saúde, como um médico urologista. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o tratamento e as taxas de cura.

As informações neste portal possuem caráter informativo e
NÃO substituem uma consulta médica.

Previna-se!


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