Vacina de Oxford é segura e tem 70% de eficácia, diz artigo na revista científica Lancet

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A Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca são as primeiras a publicar os resultados preliminares da fase 3 de sua vacina candidata contra a covid-19 em uma revista científica. O artigo foi publicado nesta terça-feira (8) no periódico inglês The Lancet, um dos mais respeitados no campo da medicina.

Os testes ainda não finalizaram, por isso os dados ainda são preliminares. Até o momento, a vacina mostrou eficácia média de 70,4%, com até 90% de eficácia no grupo que tomou a dose menor. O imunizante foi seguro e eficaz contra a doença, sem internações ou casos graves de covid-19 nos grupos vacinados. Nos grupos que não receberam a vacina, houve dois casos graves e uma morte.

A eficácia mínima exigida por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a agência reguladora americana (FDA) para que a vacina seja aprovada é de 50%.

Os autores analisaram dados de testes realizados com 23.745 participantes no Reino Unido (11.730), no Brasil (10.002) e na África do Sul (2.013). Cerca de 80% dos voluntários tinham idades entre 18 e 55 anos de idade. Metade dos participantes recebeu o imunizante contra a Covid-19, e a outra metade (grupo de controle) recebeu vacina meningocócica conjugada ou injeção de solução salina.

Os resultados de eficácia são baseados na análise de dados de 11.636 participantes do estudos no Reino Unido e no Brasil.

A publicação em uma revista científica significa que os dados dos testes foram revisados por outros cientistas e validados. A vacina ainda precisa ser aprovada pelos órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil.


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