Plano de vacinação contra a Covid-19: 49,6 milhões de pessoas serão vacinadas nas três primeiras etapas

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Governo brasileiro realizou o lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, nesta quarta-feira (16), em cerimônia no Palácio do Planalto. O plano prevê quatro grupos prioritários que somam 50 milhões de pessoas, que receberão duas doses em um intervalo de 14 dias entre a primeira e a segunda injeção.

A estimativa do Ministério da Saúde é que sejam necessários 12 meses após o fim da etapa inicial para realizar a imunização da população em geral. O ministro Eduardo Pazuello destacou a preferência para a saúde pública. “Todas as vacinas produzidas no Brasil, ou pelo Butantan, pela Fiocruz ou qualquer indústria, terão prioridade do SUS e isso está pacificado”, disse.

A execução do plano

Pelo planejamento, o início da distribuição das doses acontecerá em até cinco dias após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As vacinas serão enviadas aos estados, que serão encarregados de distribuir aos municípios. A previsão é de que a vacinação dos grupos prioritários seja concluída no primeiro semestre de 2021.

  • Primeira fase: trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena;
  • Segunda fase: pessoas de 60 a 74 anos;
  • Terceira fase: pessoas com comorbidades.

Outros grupos também considerados prioritários, como professores, trabalhadores dos serviços essenciais, populações quilombolas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e outros grupos serão contemplados na continuidade das fases, conforme aprovação, disponibilidade e cronograma de entregas das doses.

O plano poderá ser revisado com o andamento da campanha, de acordo com as vacinas a serem incorporadas ao SUS. O prazo também pode ser alterado conforme a quantidade de doses disponíveis.

Distribuição das vacinas

A logística de distribuição dos imunizantes será realizada via aérea e rodoviária, contando com uma frota atual de 100 veículos com baús refrigerados. Até janeiro de 2021, será expandida para 150 veículos. De acordo com o Ministério da Saúde, toda frota possui sistema de rastreamento e bloqueio via satélite.

A pasta terá o apoio da Associação Brasileira de Empresas Aéreas por meio das companhias aéreas, Azul, Gol, Latam e Voepass, para transporte gratuito da vacina.

“O Governo Federal distribui até o estado, o estado vai fazer a distribuição aos municípios junto com o Ministerio da Defesa, que fará a segurança desse trabalho. A partir daí, os municípios executam o plano de vacinação”, explicou Pazuello.

Mais de 300 milhões de doses

O Brasil já garantiu mais de 300 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 por meio dos acordos com a Fiocruz/AstraZeneca — 100,4 milhões de doses — e com o projeto internacional Covax Facility — 42,9 milhões de doses.

Além disso, o país terá capacidade de produção de doses pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) após acordo de transferência de tecnologia com a farmacêutica AstraZeneca, garantindo mais 110 milhões de doses previstas para o segundo semestre de 2021.


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