Moderna diz que sua vacina funciona contra novas variantes do coronavírus

A empresa de biotecnologia Moderna disse nesta segunda-feira (25) que acredita que sua vacina contra a Covid-19 proteja contra as novas variantes do SARS-CoV-2 encontradas no Reino Unido e na África do sul. Em comunicado, a empresa anunciou que vai testar uma nova injeção de reforço para a variante da África do sul, na qual tiveram uma resposta reduzida de proteção.

A vacina, chamada de mRNA-1273, é aplicada em duas doses, que “devem ser protetoras contra cepas emergentes detectadas até o momento”, segundo a nota. É aplicada geralmente no músculo da parte superior do braço, com 28 dias de intervalo entre as doses.

O surgimento de novas variantes na Grã-Bretanha, África do Sul e Brasil criou preocupação de que mutações no vírus podem tornar as vacinas menos eficazes. A nova injeção de reforço poderia ser disponibilizada no futuro caso surgissem evidências de que a proteção diminuiu.

Os resultados do estudo ainda estão em versão prévia e será publicado no site bioRxiv para ser revisado por outros cientistas.

De acordo com os dados, o imunizante neutralizou as novas variantes B.1.1.7 e B.1.351, identificadas pela primeira vez no Reino Unido e na África do Sul, respectivamente. O estudo, no entanto, mostrou uma redução de seis vezes nos títulos neutralizantes com a variante B.1.351 em relação às variantes anteriores. Apesar desta redução, os níveis de título de neutralização com B.1.351 permanecem acima dos níveis que se espera sejam protetores. 

“Enquanto buscamos derrotar o vírus COVID-19, que criou uma pandemia mundial, acreditamos que é fundamental ser proativo à medida que o vírus evolui. Estamos animados com esses novos dados, que reforçam nossa confiança de que a vacina Moderna COVID-19 deve ser protetora contra essas variantes recém-detectadas ”, disse a CEO da Moderna, Stéphane Bancel.

No início de janeiro, as empresas Pfizer e BioNTech também disseram que testes mostraram que sua vacina é eficaz contra a variante encontrada na Grã-Bretanha, mas ainda não divulgaram resultados contra a variante da África do Sul.

Os efeitos colaterais relatados da vacina da Moderna, que geralmente duravam vários dias, foram dor no local da injeção, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, calafrios, dor nas articulações, gânglios linfáticos inchados no mesmo braço que a injeção, náuseas e vômitos e febre. 


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