Pacientes recuperados da Covid-19 provavelmente estão imunes por pelo menos seis meses

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Estudo britânico analisa as infecções pelo novo coronavírus e mostra que a maioria das pessoas mantém alguns anticorpos contra o vírus por pelo menos seis meses após a recuperação. A pesquisa mediu os níveis de infecção anterior por Covid-19 em populações de toda a Grã-Bretanha, bem como por quanto tempo os anticorpos persistiram nas pessoas infectadas.

A pesquisa foi realizada pelo banco de dados biomédico e grupo de pesquisa UK Biobank durante o período de 6 meses, do final de maio de 2020 ao início de dezembro de 2020. Os cientistas coletaram amostras de sangue mensais e dados sobre os sintomas potenciais de 20.200 participantes e seus filhos adultos e netos. Os dados indicaram que quase todas as pessoas previamente infectadas com Covid-19 mostraram altos níveis de anticorpos por pelo menos seis meses que provavelmente os protegem de reinfecção com a doença.

Uma das descobertas mais significativas é que 99% dos participantes com teste positivo para a Covid-19 tinham anticorpos para SARS-CoV-2 por 3 meses após serem infectados, e em 6 meses completos do estudo, 88% das pessoas ainda os tinham. “Esta descoberta fornece uma indicação precoce de que os anticorpos produzidos após a infecção natural, e potencialmente após a vacinação, podem proteger a maioria das pessoas contra a infecção subsequente por pelo menos 6 meses”, indica o estudo.

Os dados também mostram que a proporção da população do Reino Unido com anticorpos COVID-19 – uma medida conhecida como soroprevalência – aumentou de 6,6% no início do período de estudo em maio/junho de 2020 para 8,8% em novembro/dezembro de 2020.

“Embora não possamos ter certeza de como isso se relaciona com a imunidade, os resultados sugerem que as pessoas podem ser protegidas contra infecções subsequentes por pelo menos seis meses após a infecção natural. Um acompanhamento mais prolongado nos permitirá determinar quanto tempo essa proteção provavelmente durará”, destacou a cientista-chefe do Biobank do Reino Unido, Naomi Allen.

O sintoma mais comum associado à presença de anticorpos contra o novo coronavíruus foi a perda do paladar e do olfato, relatada por 43% dos participantes positivos, de acordo com a pesquisa. Além disso, cerca de um quarto (24%) dos participantes eram completamente assintomáticos e 40% não tinham um dos três sintomas “clássicos” da Covid-19 (febre, tosse seca persistente ou perda do paladar ou olfato).

Durante o período de seis meses, o UK Biobank coletou amostras de sangue mensais e dados sobre sintomas potenciais de 20.200 participantes e seus filhos adultos e netos.

Não houve diferença de gênero, mas a proporção de participantes com anticorpos ​​foi maior em pessoas mais jovens (13,5% entre aqueles com menos de 30 anos) e menor entre os idosos (6,7% entre aqueles com mais de 70).

Mesmo com os resultados, os pesquisadores alertaram que só porque as pessoas desenvolveram uma resposta de anticorpos, isso não significa que ainda não possam transmitir o vírus para outras pessoas.


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