OMS aprova vacina de Oxford para uso emergencial e lançamento no COVAX Facility

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou duas versões da vacina AstraZeneca/Oxford para uso emergencial contra a Covid-19, nesta segunda-feira (15). Com o anúncio, as vacinas podem ser lançadas globalmente através da COVAX Facility, aliança da OMS para ajudar os países em desenvolvimento a ter acesso aos imunizantes. As vacinas são produzidas pela AstraZeneca-SKBio, na Coreia do Sul, e a outra pelo Instituto Serum, na Índia.

A lista de uso de emergência (EUL) da OMS avalia a adequação de novos produtos de saúde durante emergências de saúde pública. O objetivo é disponibilizar medicamentos, vacinas e diagnósticos o mais rápido possível para atender à emergência, respeitando critérios rigorosos de segurança, eficácia e qualidade. As duas versões da vacina foram revisadas em 8 de fevereiro pelo Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (SAGE).

A revisão da OMS concluiu que a vacina Astrazeneca/Oxford atendia aos critérios “obrigatórios” de segurança e que seus benefícios de eficácia superavam seus riscos.

Os dados são pré-requisitos para o fornecimento da vacina COVAX Facility. Também permite que os países agilizem sua própria aprovação regulatória para importar e administrar vacinas.
“Os países sem acesso às vacinas até o momento finalmente poderão começar a vacinar seus profissionais de saúde e populações em risco, contribuindo para a meta da Unidade COVAX de distribuição equitativa de vacinas”, disse a Subdiretora Geral da OMS para Acesso a Medicamentos e produtos de saúde, Dra. Mariângela Simão, em comunicado.

“Agora temos todas as peças prontas para a rápida distribuição das vacinas. Mas ainda precisamos aumentar a produção ”, disse o Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva. “Continuamos a pedir que os desenvolvedores da vacina contra Covid-19 enviem seus dossiês à OMS para revisão ao mesmo tempo que os submetem aos reguladores em países de alta renda”, destacou.

A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica Astrazeneca é uma das duas que já estão sendo aplicadas no Brasil – a outra é a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac –, depois de obterem autorização de uso emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Organização Mundial da Saúde também listou a vacina Pfizer/BioNTech para uso emergencial em 31 de dezembro de 2020.


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