O que a cafeína pode fazer por você

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Cup of coffee with foam, smile face, on desk isolated

O consumo de café no Brasil e no mundo é cultural. Quer seja ao despertar do dia até um bate papo no meio da tarde, o café contém o composto bioativo mais consumido no mundo, a cafeína.

Esta por sua vez, está presente em cerca de 60 tipos de plantas. Porém nem só de café vive o homem e nem só no café encontramos a cafeína. Ela também é encontrada no cacau, erva mate entre outros. Também é encontrada em sua forma sintética em produtos como os energéticos.

Não é de hoje que as pesquisas apontam os benefícios da cafeína à saúde. Porém, o efeito positivo ou negativo vai depender da quantidade ingerida e da genética individual.

Os benefícios da cafeína podem estar relacionados a processos epigenéticos. Sendo essa uma área da Biologia que estuda a mudança de comportamento de alguns genes, mas que não altera a sequência genética.

O consumo da cafeína pode afetar a qualidade de sono e até os níveis de ansiedade. Pessoas menos tolerantes apresentam uma metabolização mais lenta da cafeína, dessa forma, seu efeito de “alerta” é prolongado.

Uma pesquisa publicada na Science Translation Medicine, observou que a cafeína pode alterar o ciclo circadiano. Ela age como indutora no período da vigília e libera neurotransmissores que estimulam as células cerebrais.

Esse ciclo é de suma importância para o nosso organismo. Dentre algumas funções, auxiliar o controle de peso. Sendo assim, grandes mudanças podem provocar o emagrecimento ou ganho de peso, principalmente, com o consumo excessivo de cafeína.

Quem é mais suscetível à ingestão de cafeína precisa evitar alimentos ou bebidas ricas no composto e precisa procurar outras opções como, café descafeinado, chás e bebidas com baixo teor de cafeína.

É importante considerar a interação entre o ambiente e a expressão dos genes que codificam as enzimas responsáveis pelo metabolismo da cafeína. A expressão do gene CYP1A2, por exemplo, é induzida pelo cigarro, vegetais crucíferos e inibidores da bomba de prótons, como o omeprazol. E tem diminuição por contraceptivos orais, alguns antibióticos e antidepressivos.

A sensação de ansiedade ao consumir a cafeína também é atribuída aos genes. Quando isso acontece, com a alteração do gene ADORA2A, existe aumento da sensação de ansiedade, mesmo com consumo de doses menores de cafeína.

Por isso é tão importante que você conheça seus genes. Para que tenha um melhor aproveitamento das diversas substâncias que seu corpo metaboliza, como a cafeína.

Dessa forma, você consegue colher os benefícios máximos da substância, bem como entender os efeitos nocivos que podem acarretar ao seu metabolismo.

A melhor forma de descobrir qual a quantidade ideal é através de testes genéticos. A Proprium possui dois testes que podem te ajudar a encontrar essas respostas, sendo eles o MyMedCode e o MyNutriCode.

Esses testes vão te dar um mapa completo de como seu metabolismo trabalha e como você pode ter o máximo de aproveitamento no consumo de alimentos, diminuindo os efeitos indesejados no corpo, através da construção de um plano alimentar de acordo com a sua natureza.

Veja aqui como adquirir os testes.


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Doutor em Psicofarmacologia pela UFSC (2010), tendo atuado como Pesquisador Visitante no Instituto Max Planck de Psiquiatria, Alemanha (2008). Foi Diretor de Inovação da empresa Trial Pharma Ensaios Pré-Clínicos (2010-2011) e Pesquisador Científico do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) (2011-2015). Fundador da start-up de tecnologia e design de informação científica Mind the Graph (2015-atual). Participa dos comitês científicos da SBFTE e SBPC, além de contribuir como revisor científico de mais de 15 periódicos internacionais e ser editor de área do American Journal of Pharmacology and Toxicology. Como destaques da carreira, recebeu prêmios da SBFTE e SBPC, além de palestrar na Gordon Research Conference, International Cannabinoid Research Society (ICRS) e no CannMed - Harvard Medical School. Ex-diretor Científico da Entourage Phytolab (2015 a 2018), onde atuou liderando o desenvolvimento de medicamentos à base de Cannabis. Atualmente liderando startup de tecnologia (mindthegraph.com) e atuando como consultor para empresas que desenvolvem produtos à base de Cannabis. Co-fundador da startup focado em diagnósticos voltados so sistema endocanabinoide - Proprium Health, Technology and Science e do Instituto Phaneros, instituição sem fins lucrativos pioneira no Brasil ao desenvolver a Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (PAP). Atua como mentor de startups de biotecnologia e é Membro do Conselho Deliberativo do CNPQ desde 2018.

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