Vacina de dose única da Johnson & Johnson é eficaz contra covid-19 e variante sul-africana

A vacina contra a Covid-19 de dose única da Johnson & Johnson (J&J) mostrou-se segura e eficaz em testes, de acordo com o órgão regulatório Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos (EUA), nesta quarta-feira (24). Os dados mostram, inclusive, eficácia contra a nova variante da África do Sul, que tem se tornado uma preocupação.

A vacina foi 66% eficaz na prevenção da Covid-19 em quadro moderado a grave em um ensaio global com 44.000 voluntários. O imunizante, testado em participantes na África do Sul, foi 64% eficaz na interrupção de casos moderados a graves da doença após 28 dias.

No geral, a vacina foi 100% eficaz na interrupção da hospitalização 28 dias após a vacinação, em comparação com 85% em 14 dias, e não houve mortes pela doença entre aqueles que receberam a injeção em vez de um placebo.

A vacina é administrada em dose única e pode ser armazenada em geladeiras normais. Além do Brasil, os testes foram realizados na Argentina, no Chile, na Colômbia, no México e no Peru. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 7.560 brasileiros são voluntários.

A eficácia da vacina de dose única variou ao longo do tempo. No Brasil, onde circula uma variante semelhante à da África do Sul, a vacina foi de 66% após 14 dias, passando para 68% aos 28 dias. Nos Estados Unidos, a eficácia caiu de 74% em 14 dias para 72% duas semanas depois.

A J&J disse que espera ter 4 milhões de doses prontas para uso após a aprovação do FDA e enviará 20 milhões de doses até o final de março. A empresa prometeu aos Estados Unidos 100 milhões de doses até o final de junho.

No geral, apenas dois receptores da vacina desenvolveram Covid-19 grave o suficiente para precisar de intervenção médica após 14 dias e que caiu para zero após 28 dias.

Efeitos colaterais

O FDA disse que as reações mais comuns foram dor no local da injeção em 48,6%, dor de cabeça em 39%, fadiga em 38,2% e mialgia em 33,2%. Outros efeitos colaterais incluíram febre em 9% dos participantes e febre alta em 0,2% dos que receberam a vacina.

O regulador disse que um caso de pericardite, uma doença cardíaca, pode ter sido causado pela vacina. Ele disse que os casos de um distúrbio raro, a síndrome de Guillain-Barré, provavelmente não estão relacionados à injeção, embora os dados sejam insuficientes para determinar se a vacina causou esses efeitos colaterais.


LEIA MAIS:
Brasil registra 204 casos de variantes do novo coronavírus
Dose alta de vitamina D não melhora evolução de pacientes com Covid-19
Butantan começa a distribuir 3,9 milhões de vacinas contra covid-19

Infohealth
Primeiro site de notícias de saúde do Brasil.

Faça um comentário

Deixe seu comentário

Artigos Relacionados

Redes Sociais

3,811FãsCurtir
603SeguidoresSeguir
56SeguidoresSeguir

Atualizações