Metade da população de Israel já foi vacinada contra a Covid-19

O Ministro da Saúde de Israel, Yuli Edelstein, afirmou que o país já administrou pelo menos uma vacina contra Covid-19 em 50% de sua população, enquanto 35% receberam o curso completo de duas doses. Israel contabiliza os palestinos de Jerusalém Oriental, incluídos na campanha de vacinação que começou em 19 de dezembro, como parte da população de 9,3 milhões. Já os palestinos na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza não fazem parte da campanha israelense.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pretende vacinar todos os israelenses com mais de 16 anos até o final de março – quando ele se candidata à reeleição. Ele diz que isso permitiria uma reabertura pós-pandemia do país em abril. No entanto, o Ministério da Saúde afirmou estar preocupado com a diminuição de repasses da vacina Pfizer-BioNTech.

Para controlar a situação, o governo tem limitado o acesso a alguns locais que foram reabertos para pessoas que apresentam um “passe verde” em um aplicativo que mostra que foram totalmente vacinados.

Um novo estudo mostra que o programa de vacinação de Israel salvou muitas vidas ao atingir os idosos na hora certa, impedindo a variante do novo coronavírus britânico em seu caminho, uma vez que começou a se espalhar entre a população com mais de 60 anos.

O chefe do Laboratório de Modelagem e Análise de Epidemias da Universidade de Tel Aviv e um dos autores do estudo, Dan Yamin, explicou: “Até 14 de janeiro, podíamos ver que havia uma tendência muito clara de aumento da incidência da variante britânica em todas as faixas etárias. Mas, como metade da população idosa atingiu duas semanas após a primeira dose, o aumento entre os idosos parou – mas continuou entre outros.”, no site The Times Of Israel.

A mutação provou ser 45% mais transmissível do que o coronavírus normal em Israel, concluíram pesquisadores da Universidade de Tel Aviv. De acordo com os dados, dois meses após sua chegada a Israel, a nova cepa chega a ser responsável por 95% dos casos de coronavírus.

A variante também é responsável por cerca de 40% de todas as mortes causadas pela pandemia registradas apenas em janeiro e fevereiro. No entanto, pesquisadores da Universidade de Tel Aviv sugerem que, se a vacinação dos idosos não estivesse em andamento quando a variante chegou, ela teria atingido a faixa etária acima de 60 anos com muito mais gravidade.


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