Ministério da Saúde anuncia compra de 10 milhões da vacina Sputnik V


O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (12), a compra de 10 milhões de doses da Sputnik V, vacina contra a Covid-19 produzida pelo instituto russo Gamaleya em parceria com a farmacêutica brasileira União Química.

O contrato foi assinado e as doses deverão ser disponibilizadas no primeiro semestre. Devem ser entregues 400 mil doses até abril, 2 milhões até maio e 7,6 milhões em junho.

A vacina deve ser produzida em plantas em São Paulo e no Distrito Federal. De acordo com o Ministério da Saúde, ainda está em análise a celebração de um outro acordo comercial de aquisição de imunizantes.

Cronograma de entrega das doses da Sputnik:

  • 400 mil doses até o final de abril;
  • 2 milhões no fim de maio;
  • 7,6 milhões em junho.

A vacina Sputnik V foi desenvolvida pelo Centro Federal de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia de Gamaleya, de Moscou. O imunizante foi registrado na Rússia em 11 de agosto de 2020, tornando-se a primeira vacina contra a Covid-19 aprovada no mundo.

O imunizante revelou uma eficácia de 91,6% contra as formas sintomáticas da doença, segundo resultados publicados na revista médica The Lancet e validados por especialistas independentes. O resultado colocar a Sputnik V entre as vacinas com melhores desempenhos, como as da Pfizer/BioNTech, que anunciam uma eficácia de cerca de 95% mas utilizam, no entanto, uma tecnologia diferente (RNA mensageiro).

De acordo com a agência de notícias russa TASS, o ministro da saúde do país, Mikhail Murashko, anunciou nesta sexta-feira (12) que o imunizante provou ser eficaz contra a variante britânica do novo coronavírus. “Nossos especialistas pesquisaram a atividade neutralizante do soro sanguíneo de voluntários vacinados com Sputnik V contra a cepa britânica do vírus SARS-CoV-2. A pesquisa verifica que o nível de anticorpos neutralizantes da cepa britânica não difere do nível de anticorpos neutralizantes para a cepa original do SARS-CoV-2. Assim, a vacina Sputnik V protege contra a cepa britânica mutada do coronavírus não menos eficaz do que contra a cepa regular”, disse.


*Matéria em atualização


Foto: Assessoria de Imprensa Rospotrebnadzor/TASS


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