“Maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil”, segundo Fiocruz


Diante do atual cenário da pandemia, a Fiocruz afirmou que “trata-se do maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil”. A Fundação divulgou mais uma edição do Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, que mostra taxas de ocupação de leitos UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) iguais ou superiores a 80% em 24 estados e o Distrito Federal.

Destes, 15 estados estão com taxas iguais ou superiores a 90%. Em relação às capitais, 25 das 27 estão com essas taxas iguais ou superiores a 80%, sendo 19 delas superiores a 90%. 

Os dados são das secretarias estaduais de Saúde e do Distrito Federal, e das secretarias das capitais. As novas informações apuradas foram adicionadas à série histórica já apresentada pelo Boletim. O mapeamento traz dados obtidos desde o dia 17 de julho de 2020. 


De acordo com a Fiocruz, a fim de evitar o crescimento do número de mortes e casos confirmados, os pesquisadores defendem a adoção rigorosa de ações de prevenção e controle, como o maior rigor nas medidas de restrição às atividades não essenciais.

Eles ainda enfatizam a necessidade de ampliação das medidas de distanciamento físico e social, o uso de máscaras em larga escala e a aceleração da vacinação.  

Confira o vídeo da Fiocruz que mostra a evolução da taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 no Brasil:


Casos e mortes por Covid-19

A última semana apresentou números recordes de casos confirmados e de óbitos por Covid-19. Foram registrados no país uma média de 71 mil casos diários e 1,8 mil óbitos por dia na última semana epidemiológica (7 a 13 de março). Além disso, a Fiocruz alerta sobre a aceleração da transmissão do vírus Sars-CoV-2 nas três últimas semanas (desde 21 de fevereiro).

De acordo com o Boletim, o número de casos cresce a uma taxa de 1,5% ao dia, e o número de óbitos por Covid-19 aumenta em 2,6% ao dia, valores elevados se comparados à primeira fase da pandemia no Brasil. “Esse crescimento de casos certamente vai gerar uma grande quantidade de casos graves, que exigem internação, num momento em que os hospitais apresentam sinais de superlotação.”, relata o documento.

Na terça-feira (16), o Brasil atingiu novo recorde de mortes por Covid-19 em 24 horas. Foram 2.841 desde a tarde do dia anterior (15).


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