A depressão e os testes genéticos


“Durante anos deixei de fazer tratamento para depressão, por medo dos efeitos colaterais. Quase sempre, tinha ansiedade, tontura, dores de cabeça, náuseas…”, explica Tereza B.

Relatos assim não são incomuns. A troca constante de medicamentos é um dos fatores que mais contribuem para a falta de sucesso e o abandono de tratamentos para a depressão.

É comum que a primeira prescrição apresente efeitos colaterais indesejados, já que cada médico precisa ver como o corpo do paciente reage para decidir a dose ou a troca do medicamento.

Os testes genéticos surgem como uma luz no fim do túnel e uma esperança para milhões de pacientes que sofrem com a depressão e que precisam de um tratamento efetivo para colocar as coisas em ordem.

Cada paciente tem sua uma forma única de metabolizar cada tipo de medicamento. São raros os casos de pacientes que metabolizam da mesma maneira todos os medicamentos voltados para o sistema nervoso central.

Deve-se considerar que, apesar do teste genético dar um mapa pro paciente, a avaliação do médico é fundamental. O teste genético é uma ferramenta eficaz de informação. Nunca deve-se descartar o histórico médico do paciente, bem como o ambiente e fase da vida que se encontra.

Estudos e resultados baseados em testes genéticos

Segundo a organização de saúde Mayo Clinic, pacientes que fizeram algum exame genético tiveram uma resposta 70% melhor ao tratamento médico comparada com os tratamentos tradicionais de tentativa e erro.

Estudos norte-americanos apontam que pessoas que passam por tratamento baseado nos testes farmacogenéticos faltam 75% menos ao trabalho, gastam 60% menos com saúde e precisam 67% menos dos planos de saúde.

Por isso, é muito importante que cada tratamento combinando a medicina personalizada e a tecnologia genética seja cada vez mais comum. A identificação de medicamentos menos eficazes baseados na genética do paciente já não é algo que deva ser ignorado.

O que é o teste genético?

O teste farmacogenético é, em termos gerais, uma análise de como alguns genes do organismo do paciente impactam na metabolização dos medicamentos.

O DNA coletado e sequenciado vai para análise dos genes e das suas variantes. Os dados analisados são cruzados com as informações farmacogenéticas dos medicamentos.

O resultado do teste apresenta as tendências comportamentais de cada medicamento. Sendo assim, é possível determinar a dose ideal, a eficácia e as chances de desenvolver efeitos colaterais. Proporcionando ao médico e paciente a certeza do melhor tratamento.

Como funcionam os testes genéticos?

Segundo a Proprium, uma das empresas de ponta quando o assunto é teste genético e criadora do teste farmacogenético, MyMedCode, o teste é muito simples, prático e feito na casa do paciente.

Ele recebe um kit de coleta com todas as instruções necessárias para fazer a coleta de forma segura. Após a coleta, é feito o envio para análise que pode durar 28 dias. Nesse período são analisados diversos genes e a resposta do organismo aos principais medicamentos do mercado.

Passados os dias de análise, tanto o médico quando o paciente terão acesso ao painel com todas as informações necessárias para prescrição do tratamento mais adequado para cada paciente.

A Proprium utiliza o que há de mais moderno em análise genética para proporcionar ao paciente as informações mais precisas possíveis para a sua natureza genética.

Com isso, o paciente pode fazer um tratamento sem medo e com chances reais de melhora de qualidade de vida.


Quer conhecer mais sobre o MyMedCode?
Acesse: https://iproprium.com.br/mymed-code-paciente/


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Fabrício Pamplonahttp://www.iproprium.com.br
Doutor em Psicofarmacologia pela UFSC (2010), tendo atuado como Pesquisador Visitante no Instituto Max Planck de Psiquiatria, Alemanha (2008). Foi Diretor de Inovação da empresa Trial Pharma Ensaios Pré-Clínicos (2010-2011) e Pesquisador Científico do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) (2011-2015). Fundador da start-up de tecnologia e design de informação científica Mind the Graph (2015-atual). Participa dos comitês científicos da SBFTE e SBPC, além de contribuir como revisor científico de mais de 15 periódicos internacionais e ser editor de área do American Journal of Pharmacology and Toxicology. Como destaques da carreira, recebeu prêmios da SBFTE e SBPC, além de palestrar na Gordon Research Conference, International Cannabinoid Research Society (ICRS) e no CannMed - Harvard Medical School. Ex-diretor Científico da Entourage Phytolab (2015 a 2018), onde atuou liderando o desenvolvimento de medicamentos à base de Cannabis. Atualmente liderando startup de tecnologia (mindthegraph.com) e atuando como consultor para empresas que desenvolvem produtos à base de Cannabis. Co-fundador da startup focado em diagnósticos voltados so sistema endocanabinoide - Proprium Health, Technology and Science e do Instituto Phaneros, instituição sem fins lucrativos pioneira no Brasil ao desenvolver a Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (PAP). Atua como mentor de startups de biotecnologia e é Membro do Conselho Deliberativo do CNPQ desde 2018.

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