Purple Day: a luta contra o estigma da epilepsia

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O Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia — conhecido por Purple day — foi instituído em 2008 por Cassidy Megan, uma criança canadense, junto com a Associação de Epilepsia da Nova Escócia (EANS). A data foi idealizada para que pessoas com epilepsia saibam que não estão sós. As campanhas de conscientização do Purple day auxiliam na quebra do estigma e da discriminação relacionados à doença, tendo em vista que vítimas da síndrome sofrem, também, com a exclusão social. A cor roxa, que representa a data, foi escolhida por Cassidy por representar a flor lavanda, associada à solidão, sentimento de muitas pessoas com a síndrome. 

Entendendo a epilepsia

A epilepsia é considerada a síndrome neurológica mais comum do mundo, cerca de 50 milhões de pessoas da população mundial são acometidas pela doença, segundo o relatório “Epilepsy: a public health imperative“, produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em colaboração com a International League Against Epilepsy (ILAE) e o International Bureau for Epilepsy (IBE). O relatório ainda aponta que o risco de morte prematura em pessoas com a doença é de até três vezes o da população em geral. 

A doença atinge o sistema nervoso central deixando a atividade do cérebro desordenada, provocando crises convulsivas. A epilepsia pode se manifestar em dois tipos diferentes de crises: 

Focal: atinge parcialmente o cérebro, e pode ocorrer de forma complexa ou simples. Ou seja, podendo haver ou não perda de consciência, além de provocar sintomas mais leves.

Generalizada: ocorre quando todas as áreas do cérebro apresentam atividade anormal, havendo mudança ou perda de consciência. 

As causas são variadas, e as mais frequentes ocorrem por histórico familiar, traumatismo craniano, acidente vascular cerebral (AVC), tumores, arritmias cardíacas, entre outras doenças neurológicas. Em idosos, a epilepsia frequentemente é causada por AVCs ou tumores cerebrais. Em crianças, a síndrome pode ser provocada por falta de oxigênio no cérebro durante o parto.  Contudo, em determinados casos, as causas podem ser desconhecidas. 

Principais sintomas

  • Ataques epilépticos 
  • Perda de consciência
  • Confusão mental
  • Crise de ausência
  • Alteração de comportamento
  • Tremores

Tratamento e prevenção

É importante consultar um médico neurologista para receber um diagnóstico preciso, somente o profissional da área poderá ajudar a indicar o tratamento mais eficaz. Os ataques epilépticos podem ser tratados com o uso de fármacos antiepilépticos, que amenizam e controlam as crises. As cirurgias cerebrais são necessárias somente nos casos em que os medicamentos não conseguem controlar as crises. As dietas cetogênica e de Atkins e a neuromodulação também são opções de controle da epilepsia. 

Não é possível prevenir o desenvolvimento da síndrome em uma pessoa. Porém, para prevenir as crises de epilepsia, além do uso de medicamentos e dietas restritivas, é importante evitar fatores que possam desencadear crises. Manter um estilo de vida saudável, longe do sedentarismo e do uso de drogas e álcool, pode ajudar a melhorar a qualidade de vida. 

Como ajudar alguém durante uma crise 

  • Proteja a vítima de crise convulsiva, evitando que ela caia no chão;
  • Deite-a cuidadosamente no chão, posicionando-a de lado para que o excesso de saliva escorra para fora da boca, evitando engasgamentos;
  • Verifique se a vítima está respirando adequadamente;
  • Fique atento à vítima até a crise passar e ela recuperar totalmente a consciência;
  • Não jogue ou dê água para a vítima;
  • Não restrinja os movimentos;
  • Não tente colocar a mão dentro da boca da vítima

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