Pfizer e BioNTech atualizam estudo da vacina contra a Covid-19, eficácia é de 91,3%

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Em anúncio realizado nesta quinta-feira (1º), as farmacêuticas Pfizer e BioNTech divulgaram dados do ensaio clínico de Fase 3 atualizado. A vacina Pfizer-BioNTech Covid-19 (BNT162b2) apresentou 91,3% de eficácia na proteção contra o novo coronavírus em um período de seis meses.

O ensaio clínico atualizado foi realizado em 46.307 participantes, e a nova taxa de eficácia geral de 91,3% leva em consideração a série de variantes que se tornaram mais prevalentes em todo o mundo. Os resultados demonstram forte proteção contra a Covid-19 pelo período de seis meses após a segunda dose do imunizante.

Na análise, casos sintomáticos da doença foram identificados em 927 voluntários, desse total, 850 estavam no grupo placebo e 77 casos no grupo BNT162b2. Foram observados 32 casos graves no grupo placebo e nenhum caso no grupo vacinado com o imunizante, informa o estudo.

Trinta e dois casos de doenças graves, conforme definido pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos (EUA), foram observados no grupo placebo e nenhum no grupo vacinado com BNT162b2, indicando que a vacina foi 100% eficaz nesta análise contra doença grave pela definição do CDC. Pela definição da Food and Drug Administration (FDA), 21 casos graves foram observados no grupo placebo e um caso no grupo vacinado com o imunizante, indicando 95,3% de eficácia, diz o estudo.

Nenhuma ameaça quanto a segurança da vacina foi observada nos voluntários da análise clínica. Os efeitos colaterais mostraram-se consistentes com resultados apresentados anteriormente. Em novembro de 2020, a segurança da Pfizer-BioNTech Covid-19 foi avaliada em mais de 44.000 participantes, apresentando eficácia de 95%.

Eficácia contra a variante sul-africana

O estudo clínico, também, foi realizado em 800 voluntários na África do Sul, que receberam a segunda dose ou placebo. Nove casos de Covid-19, todos do grupo placebo, foram observados, e indicaram eficácia de 100% da vacina contra a variante dominante sul-africana, nomeada B.1.351. 

Segundo as farmacêuticas,  “as nove cepas foram sequenciadas e seis das nove foram confirmadas como sendo da linhagem B.1.351. Estes dados suportam resultados anteriores de estudos de imunogenicidade demonstrando que a vacina induziu uma resposta robusta de anticorpos neutralizantes para a variante B1.351”.

O presidente e CEO da Pfizer, Albert Bourla, disse que “a alta eficácia da vacina observada em até seis meses após uma segunda dose e contra a variante prevalente na África do Sul fornece mais confiança na eficácia geral da nossa vacina”. Para o CEO e cofundador da BioNTech, Ugur Sahin, “esses dados também fornecem os primeiros resultados clínicos que uma vacina pode efetivamente proteger contra as variantes atualmente em circulação, um fator crítico para alcançar a imunidade de rebanho e acabar com esta pandemia para a população global”.


Foto: Polina Tankilevitch/Pexels


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