Transtorno do Espectro do Autismo: entender é preciso


O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem por objetivo conscientizar a população mundial através da disseminação de informações sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Buscar conhecimento sobre o TEA é essencial para possibilitar a adoção de procedimentos efetivos, que promovem mais qualidade de vida à pessoa autista e, sobretudo, contribui para a construção de uma sociedade igualitária para todos.

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um distúrbio neurológico, que não tem cura, caracterizado por dificuldades de comunicação e interações sociais e afetivas de crianças. O TEA, que costuma ser identificado nos primeiros anos de vida – entre 1 a 3 anos de idade – tende a persistir na adolescência e na idade adulta, e afeta uma em cada 160 crianças no mundo, segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). 

Os pais, familiares e pessoas próximas devem estar atentos aos sinais e sintomas do transtorno do espectro do autismo, visto que receber o diagnóstico precoce e realizar o tratamento adequado contribui para um desenvolvimento melhor da criança.

A síndrome, por alterar a capacidade comunicacional e comportamental, provoca diversos sinais e sintomas, entre eles:

  • Dificuldades na fala
  • Movimentos repetitivos 
  • Dificuldade em expressar ideias e sentimentos
  • Demonstrar maior interesse por objetos do que por pessoas
  • Incômodo incomum com sons altos
  • Não olhar quando chamado
  • Olhar fixo na mesma direção 
  • Agitação
  • Perda de habilidades

Além do mais, pessoas com transtorno estão propensas a outras condições, incluindo epilepsia, depressão, ansiedade e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), segundo a Opas.

Segundo o Manual de Orientação do Transtorno do Espectro do Autismo, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), quando uma criança apresenta comprovados atrasos ou desvios no desenvolvimento neuropsicomotor, ela deve ser encaminhada para avaliação e acompanhamento. 

O diagnóstico deve ser realizado com um médico neurologista especializado e/ou psiquiatra infantil. O tratamento pode incluir uma série de profissionais como médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e psicopedagogos, sendo muito importante a presenças dos pais quanto à estimulação da criança, com interação, harmonia no lar, brincadeiras, contato afetivo, tempo de tela, qualidade de tela, tempo de sono, alimentação e brincadeiras ao ar livre, orienta a SBP.

A transição da infância para a adolescência e vida adulta da pessoa com TEA, quando realizado o tratamento e acompanhamento adequados na infância, pode ter progressos, apresentando melhor desenvolvimento na fala, interação social, independência e inclusão.


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Bruna Faraco
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), radialista e fotógrafa.

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