Pesquisadores da PUCRS desenvolvem protótipo para auxiliar pacientes com Covid-19

Na última quarta-feira (7), a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) divulgou uma notícia animadora. Pesquisadores da Universidade desenvolveram um protótipo conector para sistema de alto fluxo impresso em 3D para auxiliar pacientes em tratamento com a Covid-19. A peça, que possibilita que os pacientes recebam maior fluxo de oxigênio, diminui a necessidade de intubação.

Funcionamento do protótipo do conector.
Foto: Divulgação/PUCRS

Pacientes infectados pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), que precisam ser hospitalizados, apresentam baixos níveis de oxigenação e, geralmente, acabam necessitando do uso de oxigênio como suporte.  A Covid-19, doença causada pelo vírus, acomete os pulmões e, por vezes, causa inflamação no órgão, podendo atingir níveis graves, nos quais a oxigenação acaba não sendo o suficiente, sendo necessária a intubação. O dispositivo, impresso no IDEIA/Tecnopuc FabLab,  é um grande aliado para esses casos.

A peça pode ser conectada na estrutura de suplementação de oxigênio já existente em qualquer hospital. Dispondo de um cateter de alto fluxo, ela é capaz de fornecer até 30 litros de oxigênio por minuto, o dobro dos aparelhos convencionais, em que a quantidade de oxigênio por minuto é de até 15 litros. O protótipo, ainda, oferece mais conforto ao paciente e possibilita a alimentação oral, o que não é possível com a utilização de máscara, ou mesmo quando intubado. 

Foram produzidos 120 protótipos, que estão sendo utilizados em oito hospitais do Rio Grande do Sul e Minas Gerais: Hospital São Lucas, PUCRS (RS), Hospital Independência (RS), Hospital Divina Providência (RS), Hospital São José (RS), Hospital Santa Isabel (RS), Hospital Estrela (RS), Hospital Bruno Born (RS) e Hospital Nossa Senhora de Fátima (MG). 

O professor Eduardo Giugliani, diretor do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Científico (IDEIA), foi o responsável pela produção das peças 3D, juntamente com profissionais médicos, engenheiros, fisioterapeutas, enfermeiros e técnicos (tecnologia e saúde), entre outros envolvidos na criação da peça. 

A importância das pesquisas

O médico e professor Giovani Gadonski disse à PUCRS que o conector é motivo de alegria por comprovar mais uma vez o impacto da pesquisa no dia a dia da sociedade. “Para quem está inserido na universidade como professor e na assistência dentro do hospital, poder desenvolver uma alternativa que possa ajudar as pessoas no enfrentamento da doença é muito gratificante. Me sinto privilegiado por estar dentro de uma instituição que proporciona um ecossistema de inovação que permite a aplicação translacional da pesquisa e assistência no mesmo ambiente”.

Giugliani destaca a urgência em que foi efetivada a pesquisa e a rápida trajetória até a prototipagem do conector, em um processo com duração inferior a 60 dias. “Processo que não seria possível em uma Instituição que não apresenta características e competências tão interdisciplinares como a PUCRS, capacidade de resposta rápida e efetiva para uma ação em rede, além de contar com um capital humano altamente qualificado, em todos os níveis demandados”, comentou à PUCRS.


*Com informações da PUCRS
Imagens: Divulgação/PUCRS


Bruna Faraco
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), radialista e fotógrafa.

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