Covid-19: “pandemia está longe de acabar”, diz diretor-geral da OMS

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Brasília -O ministro da Saúde, Ricardo Barros participa de evento na Câmara, acompanhado pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus (José Cruz/Agência Brasil)

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta segunda-feira (12) que confusão e inconsistência nas medidas de enfrentamento contra a Covid-19 estão conduzindo a transmissão do vírus e custando vidas, o que significa que “a pandemia está longe de acabar”.

“É necessária uma abordagem consistente, coordenada e abrangente. Muitos países ao redor do mundo mostraram que esse vírus pode ser interrompido e contido com medidas comprovadas de saúde pública e sistemas fortes que respondem de forma rápida e consistente. Como resultado, muitos desses países ganharam o controle da Covid-19”, disse o diretor-geral da OMS em coletiva de imprensa.

Nas últimas 24h, o Brasil ultrapassou a marca de 350 mil mortes por Covid-19 e mais de 13 milhões de casos confirmados, segundo relatório do Ministério da Saúde (MS). O país, na última semana, registrou dois recordes seguidos de mais de 4 mil brasileiros mortos em decorrência do novo coronavírus em apenas um único dia. 

No mundo, o número de casos confirmados pelo vírus já ultrapassa os 136 milhões e o número de óbitos globais chegou a 2,94 milhões, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.  Os registros globais tiveram sete semanas consecutivas de aumento de casos e quatro semanas de aumento de mortes, sendo que, na semana passada, foi registrado o quarto maior número de casos em uma única semana.

Mais de 780 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 já foram administradas em todo o mundo, mas o diretor-geral da OMS ressalta que o distanciamento social, o uso das máscaras, a higiene das mãos, a quarentena e os cuidados compassivos ainda são necessários e funcionam para impedir a disseminação do vírus. “Esta doença não é gripe. Pessoas jovens e saudáveis ​​morreram. E ainda não entendemos totalmente as consequências de longo prazo da infecção para aqueles que sobrevivem” disse Tedros.

O chefe da OMS ainda aponta que  todos desejam a reabertura econômica e da sociedade, com a retomada das atividades do comércio e viagens. “Mas agora, as unidades de terapia intensiva em muitos países estão transbordando e as pessoas estão morrendo, e isso é totalmente evitável”, ressalta.

Observando o declínio nos casos e mortes durante os primeiros dois meses de 2021, Tedros indica que é possível que o vírus e suas variantes possam ser contidos com os esforços nas ações dos governos e da sociedade em relação às medidas de saúde pública e, claro, aliados à vacinação em massa. “Esta pandemia ainda está longe de acabar. Mas temos muitos motivos para otimismo”, reforçou.


Foto: José Cruz/Agência Brasil


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