Dia Mundial do Café: saboroso e cheio de benefícios para a saúde


Quem não gosta de um café quentinho e recém-passado, não é mesmo? O café é uma das bebidas mais apreciadas no mundo que, além de ser gostoso, pode apresentar inúmeros benefícios para a saúde.

Seja no café da manhã, após o almoço ou no café da tarde, a verdade é que, para muitos, a bebida é companheira para todas as horas, mas cuidado: é preciso ter mais cautela ao ingeri-la em determinados horários.

A nutricionista Ingrid Machado Fagundes explica que o café deve ser consumido preferencialmente durante o dia, evitando ser ingerido entre 3 a 4 horas antes de dormir. “A cafeína possui efeito estimulante, ela age bloqueando os receptores de adenosina nos neurônios do cérebro e da medula espinhal, provocando um aumento na atividade do sistema nervoso central, logo, podendo causar insônia”

Benefícios

O café, quando consumido em quantidade moderada de 3 a 4 xícaras por dia, torna-se um grande aliado na prevenção e combate de inúmeras doenças, contribuindo com:

  • Redução do colesterol ruim (LDL); 
  • Diminuição de dores de cabeça e riscos de depressão; 
  • Prevenção contra vários tipos de câncer e o Alzheimer; 
  • Redução de doença hepática;
  • Aumento do metabolismo e perda de peso; 
  • Fortalecimento do coração; 
  • Redução dos sintomas da doença de Parkinson.

Segundo Ingrid, atualmente, existem evidências científicas de que há relação inversa entre a ingestão de café e a mortalidade. “O que confere os benefícios à bebida, é a presença de antioxidantes como o ácido clorogênico”, e ressalta: “estamos falando do café sem açúcar”.

Além do mais, estudos concluem que a bebida pode auxiliar no desempenho de atividades físicas, possuindo um efeito termogênico. “A suplementação de doses de 3 a 6 mg/kg por dia são eficazes para melhorar o desempenho na prática de exercícios. Porém, a procura por um profissional nutricionista capacitado é imprescindível para a suplementação de forma correta”, aponta Ingrid. 

Restrições

Apesar de os benefícios serem muitos, tudo aquilo que é consumido em excesso  pode ser prejudicial à saúde, e com o café não é diferente. A profissional destaca que doses elevadas podem causar efeitos negativos, provocando taquicardia, palpitações, insônia, ansiedade, tremores, dores de cabeça, náuseas, entre outros outros sintomas adversos, considerando a individualidade de cada organismo.

Para pessoas com determinadas comorbidades, como hipertensão arterial, cardiopatia e doenças gastrointestinais, o consumo de cafeína em grandes quantidades pode fazer mal ao organismo. “Cardiopatias e pessoas com hipertensão arterial, o consumo excessivo induz aumentos significantes da frequência cardíaca e pressão arterial, portanto, não é recomendado. Além disso, o café também pode ser prejudicial para determinados distúrbios do trato gastrointestinal, como gastrite, e ainda, pode agudizar os sintomas relacionados a refluxo gastroesofágico e azia”, informa Ingrid. 

O consumo, também, não é recomendado àqueles que possuem transtorno de ansiedade, uma vez que a ingestão do líquido pode desencadear sintomas desfavoráveis, como ansiedade e nervosismo. 

Afinal, a cafeína é passível de dependência?

A nutricionista responde que essa questão levanta uma discussão constante. No entanto, observa que a maior parte dos consumidores da bebida parecem não desenvolver dependência da cafeína e mantém o consumo em um nível constante. “Aparentemente, não existe tolerância do sistema nervoso central aos efeitos da cafeína. Porém, alguns estudos trazem que essa situação pode acontecer em indivíduos com histórico de abuso de substâncias químicas ou questões psiquiátricas”.


Foto: Freepik.com


Bruna Faraco
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), radialista e fotógrafa.

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