Risco de desenvolver coágulo raro após a Covid-19 é de 8 a 10 vezes maior do que após a vacina

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Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram que há um maior risco de desenvolvimento de um tipo raro de coágulo após a infecção por Covid-19 do que em pessoas que foram vacinadas contra o vírus. Os pesquisadores do estudo relatam que o risco de trombose venosa cerebral (TVC) foi de 8 a 10 vezes maior após a infecção pelo novo coronavírus do que após a vacinação ou após uma gripe. O estudo, que ainda não foi publicado em revista científica, está disponível em versão pré-impressa.

Na pesquisa, foram analisados os números de casos de trombose venosa cerebral apresentados duas semanas após o diagnóstico de Covid-19, ou após a primeira dose da vacina contra a doença. Depois, a comparação das incidências calculadas de trombose após a gripe e o nível de fundo na população em geral. 

Os pesquisadores do estudo relataram que a condição neurológica é mais comum após a Covid-19 do que em qualquer um dos grupos de comparação, com 30% dos casos ocorrendo na faixa dos 30 anos de idade. Relacionando às vacinas contra a Covid-19, o risco é entre 8 a 10 vezes maior.

Comparações entre os casos: 

  • No estudo realizado com 500.000 pacientes com Covid-19, ocorreram 39 casos de TVC a cada um milhão de pacientes após a infecção por vírus. O risco de casos de trombose venosa cerebral foi maior entre pacientes com histórico de doenças cardiovasculares.
  • Em mais de 480.000 pessoas que receberam a vacina da Pfizer ou Moderna, o risco de TVC foi de 4 a cada um milhão. 
  • O risco de TVC em pessoas que receberam a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca foi de 5 a cada um milhão.
  • O risco de TVC na população em geral foi de 0,41 a cada um milhão de pessoas. Ou seja, o risco de ter a trombose venosa cerebral após a infecção por Covid-19 é cerca de 100 vezes maior do que o normal.

Para o professor de Psiquiatria e Chefe do Grupo de Neurobiologia Translacional da Universidade de Oxford, Paul Harrison, há preocupações sobre possíveis associações entre os imunizantes contra a Covid-19 e trombose venosa cerebral, fazendo com que os governos e agências reguladoras restrinjam o uso de determinadas vacinas.

“Chegamos a duas conclusões importantes. Em primeiro lugar, a Covid-19 aumenta significativamente o risco de TVC, adicionando à lista de problemas de coagulação do sangue que esta infecção causa. Em segundo lugar, o risco de Covid-19 é maior do que vemos com as vacinas atuais, mesmo para aqueles com menos de 30 anos; algo que deve ser levado em consideração ao considerar o equilíbrio entre riscos e benefícios da vacinação”, disse.

Segundo os pesquisadores, um fator importante que requer mais pesquisas é se a Covid-19 e as vacinas levam à trombose venosa cerebral pelo mesmo mecanismo ou por mecanismos diferentes. Também pode haver subnotificação ou codificação incorreta da doença neurológica nos registros médicos e, portanto, incerteza quanto à precisão dos resultados.


Foto: Freepik.com


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