Facebook investe em projeto de inteligência artificial no campo da Medicina


O Laboratório de Pesquisa de Inteligência Artificial do Facebook (FAIR), empresa de Mark Zuckerberg e uma das redes sociais mais utilizadas no mundo, está buscando desenvolver seus softwares com inteligência artificial voltados para a área da pesquisa médica.

De acordo com o Fast Company, para ensinar as máquinas a aprender mais como as pessoas, a equipe de Inteligência Artificial (IA) do Facebook tem colocado, cada vez mais, seus recursos em uso no campo da Medicina, área que possui uma gama extensa de questões complexas que precisam ser resolvidas.

O projeto está sendo desenvolvido em parceria com o laboratório alemão Helmholtz Zentrum München. Juntos, os dois grupos criaram um modelo de IA para prever como combinações de tratamentos, como medicamentos e terapias genéticas, impactam nas células individuais. A expectativa é de que o modelo experimental possa auxiliar pesquisadores a entender melhor como adaptar os tratamentos aos pacientes e como identificar as manifestações de doenças a nível celular.

Para a empresa de Mark Zuckerberg, o projeto oferece uma oportunidade de aperfeiçoar sua inteligência artificial em um novo campo de pesquisa. Segundo David Lopez-Paz, cientista do FAIR, o projeto possui um excelente conjunto de dados e de análise combinatória que podem desafiar as máquinas da FAIR a aprender de forma composicional, o que o atraiu para o projeto. “Estamos interessados ​​em avançar na pesquisa em inteligência artificial e, para isso, estamos sempre em busca de problemas desafiadores de alto impacto”, disse.

Há dois anos, Lopez-Paz trabalha em conjunto com o laboratório alemão e com o pesquisador Fabian Thies. Thies, que estuda células individuais, área que busca o avanço da saúde humana por meio da decodificação de células individuais, explica que o que estão realizando “é tentar entender como as células tomam decisões”.

Para os cientistas, ter um conhecimento mais profundo sobre uma célula individual ou células que não funcionam os ajudará a criar direções para tratamentos mais adequados. Agora, com os constantes avanços tecnológicos, passou a ser mais fácil para os pesquisadores olhar para a composição de uma célula individual, uma vez que, normalmente, as análises de células eram feitas em grandes grupos para entender o funcionamento.


Foto: Freepik.com


Bruna Faraco
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), radialista e fotógrafa.

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